Quem somos...

O Grupo Rotunda é um grupo de casais e famílias, da paróquia da Mexilhoeira Grande, Algarve.
O grupo foi criado, há cinco anos com cinco famílias e casais. Ao longo destes anos o grupo tem crescido, não só em numero, mas sobretudo em comunhão, fraternidade e sobretudo como Família de famílias...
No nosso grupo, partilhamos as nossas vivências, experiências e histórias, das nossas famílias.
São todas essas vivências e experiências que pretendemos partilhar convosco...

Família e Evangelização

Foi com alegria, que no passado sábado, recebemos as famílias do Grupo Rotunda na nossa casa, com a graça de termos a presença dos três padres jesuítas e os nossos irmãos na fé, Paulo e Suzel via skype.
Começamos o encontro com a passagem bíblica I Cor 9,16-23 e partilhamos as nossas reflexões sobre o tema proposto: Família e Evangelização, com base no artigo “A missão de ser família” e um excerto do Instrumento de Trabalho para o Sínodo dos Bispos (4-25 de Outubro de 2015).

A evangelização está no ADN da Igreja: “…ai de mim, se eu não evangelizar!”  (I Cor 9,16-23). “71. Evangelizar é uma responsabilidade de todo o povo de Deus, cada um segundo o seu ministério e carisma.”. Para nós que fomos chamados ao matrimónio, a evangelização começa na família e testemunha-se como família: o testemunho de um amor conjugal, vivido na fé e incarnado no quotidiano familiar, como Igreja Doméstica. Contudo, a missão evangelizadora da família não se esgota na educação cristã dos filhos. Cada família é chamada a dar o seu contributo na evangelização da comunidade cristã e na sociedade civil.

Para nós um ponto fundamental para que a evangelização seja eficaz é a proximidade com os outros.  “76 .Por isso, pede-se a toda a Igreja uma conversão missionária: é necessário não ficar num anúncio meramente teórico e desligado dos problemas reais das pessoas. 77. O anúncio deve levar à experiência de que o Evangelho da família é uma resposta às expetativas mais profundas da pessoa humana: à sua dignidade e à realização plena na reciprocidade, na comunhão e na fecundidade. Não se trata apenas de apresentar uma legislação, mas de propor valores, respondendo à necessidade que se sente deles. 78. A mensagem cristã deve ser anunciada privilegiando uma linguagem que dê esperança. Há que usar uma comunicação clara e convidativa, aberta, que não moralize, julgue ou controle; que dê testemunho do ensinamento moral da Igreja e seja, ao mesmo tempo, sensível às condições de cada pessoa.”
A este propósito falou-se sobre o problema de se julgar os outros, sem saber em que situações as pessoas e as famílias se encontram (problemas económicos, conjugais, psicológicos, entre tantos outros). Muitas vezes estão a “dar” o seu máximo à comunidade, e caímos no erro de achar que poderiam dar mais ou que não se comprometem. Neste contexto alguns casais com filhos pequenos desabafaram as dificuldades sentidas no dia a dia, que os impedem de se comprometerem mais com a comunidade, dando por isso, nesta fase da vida, prioridade à evangelização na família.

 “70 ..o Papa Francisco convida-nos a refletir: “Temos a coragem de acolher, com ternura, as situações difíceis e os problemas de quem vive ao nosso lado, ou preferimos as soluções impessoais, talvez eficientes mas desprovidas do calor do Evangelho? Quão grande é a necessidade que o mundo tem hoje da ternura! Paciência de Deus, proximidade de Deus, ternura de Deus”.
“72. A Igreja deve infundir nas famílias um sentido de pertença eclesial, um sentido do “nós”, onde nenhum membro é esquecido. Todos sejam encorajados a desenvolver as próprias capacidades e a realizar o projeto da própria vida ao serviço do Reino de Deus. Toda a família, inserida no contexto eclesial, redescubra a alegria da comunhão com outras famílias para servir o bem comum da sociedade,..”
Neste sentido foi expressada a importância do acolhimento das famílias que se (re)aproximam de Deus e da vivência comunitária, nomeadamente quando procuram o sacramento do Baptismo e/ou do Matrimónio ou quando os filhos iniciam a catequese. Devemos de ver nessas pessoas uma oportunidade de evangelização.

Falou-se também da importância da oração familiar. “80. Toda a pastoral familiar deverá deixar-se modelar interiormente e formar os membros da Igreja doméstica através da leitura orante e eclesial da Sagrada Escritura. A Palavra de Deus não é só uma boa nova para a vida privada das pessoas, mas é também um critério de juízo e uma luz para o discernimento dos diversos desafios com que se confrontam os cônjuges e as famílias.”
Propôs-se que  cada família assuma um compromisso com o Senhor, com o seguinte lema “Eu e a minha casa serviremos o Senhor” Josué 24,15. A nossa sugestão foi dar mais tempo à oração em família ou outro compromisso relacionado com a evangelização.

Enquanto os casais dialogavam acerca do tema, os mais pequenos foram convidados a construir um painel sobre a Anunciação a Nossa Senhora, a ver um vídeo sobre o chamamento de Samuel e a reflectirem que, tanto Maria como Samuel, aceitaram ser servos do Senhor. No final levaram uma lembrança para casa que os fará recordar que, em Família, somos chamados a servir o Senhor.



Sentimos todos neste encontro que, com a graça de Deus, temos vindo a crescer enquanto grupo, como uma verdadeira família onde há abertura para partilhamos alegrias e tristezas, sucessos e frustrações, ânimos e desânimos, para apoiarmo-nos e corrigirmo-nos. Estamos gratos ao Senhor por este amadurecimento espiritual e comunitário, que nos permite crescer enquanto família e paróquia.

Família Pomba

Os excessos das sociedades contemporâneas

O Papa voltou a pronunciar-se contra os excessos das sociedades contemporâneas. Na audiência-geral desta quarta-feira, no Vaticano, Francisco insurgiu-se contra o facto de muitos gastarem de mais, enquanto outros passam fome e lamentou a fraca convivência familiar. 

Na mensagem dirigida aos cerca de 20 mil fiéis e peregrinos que marcaram presença na Praça S. Pedro, Francisco considerou que “a convivência é um termómetro seguro para medir a saúde das relações: se na família alguma coisa não está bem, ou há uma ferida escondida, à mesa, percebe-se logo”. 

“Uma família que quase nunca come em conjunto ou que, à mesa, não fala mas vê a televisão ou olha para o ‘smartphone’, é uma família ‘pouco família’. Quando os filhos, à mesa, estão agarrados ao computador, ao telemóvel e não se ouvem uns aos outros, isto não é família, é uma pensão”, acrescentou.

Ainda a propósito da imagem de uma família reunida à mesa, o Papa Francisco lembrou ainda a desigualdade a nível global no acesso aos alimentos.
“Nos países ricos somos induzidos a gastar dinheiro para comer excessivamente e, depois, somo-lo de novo para remediar o excesso. Este negócio insensato desvia a nossa atenção da verdadeira fome do corpo e da alma., rematou.
Quando não há convivência, há egoísmo, cada um só pensa em si, ajudado pela publicidade que a reduziu a uma linguagem de lanches e guloseimas, enquanto tantos, demasiados irmãos e irmãs, ficam fora da mesa. Isto é uma vergonha!”

Para o Papa argentino, a Eucaristia de uma “Igreja familiar” é capaz de restituir à comunidade a “levedura activa e a hospitalidade mútua”: “É uma escola de inclusão humana.”


Reportagem publicada em rr.sapo.pt (Rádio Renascença)

Matrimónio - Doação dos esposos um ao outro...

Pela sua própria natureza, o amor conjugal exige dos esposos uma fidelidade inviolável. Esta é uma consequência da doação de si mesmos que os esposos fazem um ao outro. O amor quer ser definitivo. Não pode ser «até nova ordem». «Esta união íntima, enquanto doação recíproca de duas pessoas, tal como o bem dos filhos, exigem a inteira fidelidade dos cônjuges e reclamam a sua união indissolúvel» - CIC 1646
 
Diz-nos o Papa Francisco que a fidelidade, perseverança e fecundidade, são as três características do Amor que Jesus nutre pela Igreja. O Santo Padre, adianta ainda que estas três características devem ser também pilares de um autêntico matrimónio cristão.
 
Há onze anos atrás diante de Cristo, na presença da nossa comunidade paroquial, perante a Igreja e nos olhos um do outro prometemos "fidelidade um ao outro, amar-nos e respeitar-nos, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, todos  os dias da nossa vida, até que a morte nos separe."
 
Ano após ano, temos procurado viver no nosso dia-a-dia, essa promessa que fizemos um ao outro no dia 31 de Outubro de 2004, mas que de certa forma já o vivíamos anos antes durante o tempo de namoro.
 
Temos crescido e aprendido um com o outro, e, a promessa feita há onze anos, faz hoje mais sentido, e perante a Igreja, temos o dever de o testemunhar. Pois através da nossa fidelidade conjugal, temos também sido fieis à Igreja que nos acolhe e com a qual nos identificamos; através da nossa perseverança conjugal temos fortalecido o nosso amor e essa força tem-nos ajudado a superar as adversidades do quotidiano às quais nenhum casal está imune, mas também temos sido perseverantes na nossa caminhada de Fé, confiantes no Amor de Deus que nos ama e está sempre pronto a perdoar; por fim pela fecundidade da nossa união, não só pela graça e bênção dos nossos três filhos, mas sobretudo pela confiança que nos foi depositada, por outras famílias, ao nos convidarem para padrinhos dos seus filhos, no intuito de os ajudar na sua caminhada de fé. 
 
Por tudo isto, hoje celebramos com mais alegria e seriedade, o nosso aniversário de matrimónio, conscientes da nossa condição humana e de pecadores, que não somos perfeitos, e por isso também erramos. Mas confiantes na misericórdia de Deus, que nos recebe e perdoa, sempre que nos dispomos a recebermos esse perdão!
 
Agradecemos a todos aqueles que têm feito parte desta nossa caminhada, e aproveitamos para desejar à Helena e ao Rui (recém-casados) que também o seu matrimónio seja frutífero em graças!  
 
Família Martins