Esta manhã, no caminho para o trabalho, ouvia o programa da Antena 1 "O amor é..." com o Prof. Júlio Machado Vaz e a Jornalista Inês Meneses, cujo o tema era sobre um artigo do jornal Expresso sobre o modo de comunicar de hoje e a forma como está a afectar as relações.
O artigo (que podem ler na integra neste link) fala do paradoxo entre o aumento substancial de troca de correio nos últimos anos, mas também do "arrefecimento" acentuado do modo de escrever e de expressar.
Contudo, a conversa entre os dois intervenientes do programa, pegando no artigo, foi um pouco mais longe, manifestando a preocupação pelo modo de comunicar e de relacionamento das gerações mais novas, que nasceram e estão a crescer na era da "hiper-tecnologia". O mais grave é como a sociedade em si entrou nesta torrente tecnológica, onde se abdica da leitura, do pensar, do conversar e do relacionar em detrimento do instantâneo, insensível e modo telegrafo do tecnológico.
Este tema fez-me ler novamente o Post da Família Inácio "Os excessos das sociedades contemporâneas", levou-me a reler alguns dos posts do blog Uma família católica. Está em causa as relações primeiro na família, depois na sociedade.
Fazendo agora uma reflexão mais pessoal, é alarmante quando, até no seio familiar os cônjuges se coíbem de expressar os sentimentos de um pelo outro, ou os filhos esconderem os problemas dos país, o mais grave ainda é quando esses sentimentos ou receios são publicados nas redes sociais disponíveis para um mundo desconhecido e por vezes ocultado para aqueles que estão (ou deviam) estar ao seu lado.
Então! Novo ano! Novos desafios! Não vou, enumerar os meus propósitos para este ano... mas este artigo desafiou-me a fazer algo diferente...