Quem somos...

O Grupo Rotunda é um grupo de casais e famílias, da paróquia da Mexilhoeira Grande, Algarve.
O grupo foi criado, há cinco anos com cinco famílias e casais. Ao longo destes anos o grupo tem crescido, não só em numero, mas sobretudo em comunhão, fraternidade e sobretudo como Família de famílias...
No nosso grupo, partilhamos as nossas vivências, experiências e histórias, das nossas famílias.
São todas essas vivências e experiências que pretendemos partilhar convosco...

Ponto de partida - ano pastoral 2015/2016


Foi ontem que recomeçamos os nossos encontros, depois de um período de interregno, para descansar e recuperar energias, regressamos animados, com novas impulsos, novas vontades, novos membros... o Simão (filho do casal Márcia e João), o Martinho (filho do casal Helena e Filipe) e o  Miguel (filho do casal Cristina e Nuno), mas acima de tudo o mesmo espírito de amizade fraterna, que pelo Amor de Cristo, que nos une nos tem levado a percorrer este caminho de fé, em família!
Este primeiro encontro foi sobretudo, para apresentar-mos ao grupo novas temáticas e acções a desenvolver pelo grupo no decorrer do ano pastoral.
No seguimento da avaliação que tínhamos feito no passado mês de Julho, vamos procurar no decorrer deste ano promover mais acções para a comunidade, sermos mais "Igreja em Saída", ir às periferias e disponíveis para quem nos procura.
Também para as crianças surgiram ideias, no sentido de também elas puderam em cada encontro ter um momento de catequese, onde a brincar também possam aprender mais sobre a Igreja e sobre Jesus Cristo. Não que o facto de participarem nos encontros com os pais, não seja já uma óptima catequese e uma manifestação de Igreja e Fé, pois  entre as próprias crianças sentimos essa amizade entre eles e os adultos, e sobretudo a ansiedade com que aguardam o momento do encontro.
Mas não falamos somente do grupo em geral, abordamos também a necessidade de cada família, continuar a rezar no seu lar, assim como voltar à dinâmica da preparação dos encontros, de modo a que cada casal possa, na sua oração, dialogar e preparar os encontros mensais, a exemplo do trabalho que desenvolvemos com os guias "Viver em Casal".
 
Depois da partilha de ideias e de vivências, terminamos o nosso encontro em redor da mesa e no convívio da partilha da refeição, como já é regra do grupo!
 
Em Outubro encontramo-nos em casa do Paulo e da Suzel, um casal amigo e irmão na fé, que pertence à Igreja Evangélica, e que manifestou o desejo de nos receber e partilhar connosco o seu testemunho de vida e de amor conjugal, alicerçado no Amor de Cristo.
 
Grupo Rotunda
 
   
 

O Santo dos Escravos, refugiados, a misericórdia

Nos últimos dias temos sido invadidos pelas notícias da chegada de milhares de refugiados à Europa, e todas as outras notícias que advém desta nova questão social e humanitária.
Políticos, cronistas e jornalistas; redes sociais, jornais e televisões esgrimam o tema apresentando soluções e argumentos a favor e contra os refugiados.
 
Tenho reflectido e rezado sobre a questão dos refugidos, sobre o acolhimento, a "Igreja em Saída" e sobretudo o Ano da Misericórdia, anunciado pelo Papa Francisco. Apresento a Deus as minhas dúvidas, preconceitos e reservas, pedindo humildade para acolher e sobretudo Amar o próximo. 
 
 
Esta noite, enquanto jantávamos, a Márcia perguntou se não tinha sido nesta semana o dia de São Pedro Claver. De facto foi celebrado no passado dia  9 de Setembro.
 
E foi esse o mote para a oração desta noite: Lemos a parábola do Bom Samaritano, depois falamos sobre São Pedro Claver, o escravo dos escravos e por fim falamos dos refugiados.
Vimos que na história da Igreja, é transversal os actos de misericórdia dos seus intervenientes, ao longo dos séculos.
Este novo paradigma dos refugiados é mais que um desafio para a Igreja, arrisco-me a dizer que se trata de uma encruzilhada e cabe a nós cristãos sabermos que caminho pretendemos tomar: O da indiferença, o da recusa, ou o da entrega.
A fé em Cristo é um paradoxo incompreensível aos olhos de muitos?! Como é difícil compreender que a Salvação, passa pelo sofrimento e desprezo da Cruz? Quem pode perceber que é na humildade que está a exaltação? Como podemos compreender a vida de Pedro Claver se desvanecer no incansável serviço aos escravos moribundos que eram jogados dos barcos como sendo mercadoria? 
Já dizia São Paulo: "Oh, que profundidade de riqueza, de sabedoria e de ciência é a de Deus! Como são insondáveis as suas decisões e impenetráveis os seus caminhos!" (Rom. 11, 33)
 
Então nesta semana que termina, podemos procurar saber um pouco mais sobre este santo - história de São Pedro Claver. Deixo até a sugestão de leitura da sua historia, talvez este santo, pouco conhecido, possa passar a ser para nós, uma referência no que respeita ao acolhimento e à entrega ao próximo... sobretudo com esta nova realidade dos refugiados na Europa e no Ano Jubilar da Misericórdia.
 
Termino com um texto da Sagrada Escritura, sobre a misericórdia:
Filho, não tires a vida ao pobre, não faças esperar os olhos dos indigentes.
Não desprezes aquele que tem fome, nem irrites o pobre na sua necessidade.
Não aflijas o coração do infeliz, nem recuses a esmola àquele que está na miséria.
Não rejeites o pedinte em aflição, nem voltes a cara ao pobre.
Não afastes os teus olhos do indigente, nem dês ocasião a ninguém para te amaldiçoar.
Porque se te amaldiçoa na amargura da sua alma, aquele que o criou ouvirá a sua oração.
Mostra-te afável na assembleia; diante de um grande, curva a tua cabeça.
Presta ouvidos ao pobre, de boa vontade, responde-lhe com mansidão e afabilidade.
Livra o oprimido da mão do opressor, não sejas fraco quando fizeres justiça.
Sê para os órfãos como um pai, e como um marido, para as suas mães;
e serás como um filho do Altíssimo, que te quererá mais do que a tua própria mãe. 
(do Livro de Ben Sirá, 4)
 
Bom fim de semana - Família Martins

Cuidar da nossa Casa comum!

A carta Encíclica Laudato Si’ vem em boa hora abanar as nossas consciências para a questão emergente da degradação do planeta Terra, nossa casa comum, fruto do estilo de vida do Homem, cada vez mais consumista e menos consciente que os recursos são finitos, conduzindo a extremos humanos de luxúria e pobreza que a todos nos devia envergonhar.

No parágrafo 64, o Papa Francisco refere “como as convicções da fé oferecem aos cristãos – e, em parte, também a outros crentes – motivações altas para cuidar da natureza e dos irmãos e irmãs mais frágeis. (…) Por isso é bom, para a humanidade e para o mundo, que nós crentes conheçamos melhor os compromissos ecológicos, que brotam das nossas convicções”. Neste sentido, consideramos que o desperdício é algo intolerável, particularmente para nós cristãos, seja no que diz respeito a comida, bem como aos recursos hídricos e energéticos que dispomos e que nem pensamos na maioria das vezes, o quanto somos abençoados por os ter, pois nesse instante há tantas pessoas que não o têm e só paramos para pensar nisso quando eles por momentos nos faltam.

Desde cedo procurámos incutir na nossa família, a utilização conscienciosa daquilo que a natureza nos dá, evitando torneira aberta enquanto nos ensaboamos, esfregamos os dentes e lavamos a loiça; utilizando a capacidade máxima da máquina de lavar roupa; comendo tudo o que colocamos no prato e quando sobra comida de uma refeição reaproveitá-la para a vez seguinte; retirando o pedaço da fruta que possa não estar bom e comer o resto; apagar as luzes sempre que não são necessárias; utilizarmos o verso das folhas para rascunho ou para as pinturas dos nossos artistas cá de casa… enfim, o que sempre vimos fazer em casa dos nossos pais. Quando se fala da transmissão de valores para os nossos filhos, não nos podemos esquecer destes que promovendo a ecologia, contribuem para o bem comum e um facto muito importante: as crianças agem muito por imitação dos adultos, por isso tenhamos muito cuidado com os nossos actos…

“Todos podemos colaborar, como instrumentos de Deus, no cuidado da criação, cada um a partir da sua cultura, experiência, iniciativas e capacidades” (parágrafo 14). Deste modo, para além do que referimos acima, partilhamos as seguintes iniciativas que desenvolvemos em nossa casa e que pode servir de exemplo para outros. Então, aqui vai o que se faz cá por casa:

- Quando vamos para o banho, até que chegue a água quente, abrimos a torneira para um garrafão e assim aproveitamos essa água para deitarmos na sanita ou regarmos as plantas:   

- Reaproveitamos as caixas de cartão dos cereais ou bolachas para fazermos bonitos sacos de oferta e deste modo não precisamos gastar papel de embrulho:

- Também os frascos de vidro das leguminosas cozidas, podem servir como excelentes recipientes para guardar, por exemplo, biscoitos feitos numa tarde animada de culinária entre pai e filha, que podem ser decorados para oferta ou simplesmente para ornamentar a bancada da cozinha:

- Temos habitualmente um alguidar no lava-loiças para aproveitar a água da lavagem dos legumes ou fruta e depois regamos as plantas, o que passado uns tempos nos trás grandes surpresas, pois nascem tomateiros junto à buganvília, ou curgetes juntos aos amores-perfeitos:

 
Lançamos agora o repto, a que outras famílias partilhem o que fazem aí por casa, pois a partilha enriquece a todos! Aceitam o desafio? Seria muito interessante aprendermos uns com os outros, estratégias para cuidarmos da nossa Casa, que o nosso Pai do céu tão generosamente criou para nós. Deste modo contribuindo para o que o Papa Francisco defende: “ Uma mudança nos estilos de vida poderia chegar a exercer uma pressão salutar sobre quantos detêm o poder político, económico e social.” (parágrafo 206).

Que assim seja! Louvado Sejas!

Família Francisco