A carta Encíclica Laudato
Si’ vem em boa hora abanar as nossas consciências para a questão emergente
da degradação do planeta Terra, nossa casa comum, fruto do estilo de vida do Homem,
cada vez mais consumista e menos consciente que os recursos são finitos,
conduzindo a extremos humanos de luxúria e pobreza que a todos nos devia
envergonhar.
No parágrafo 64, o Papa Francisco refere “como as convicções
da fé oferecem aos cristãos – e, em parte, também a outros crentes – motivações
altas para cuidar da natureza e dos irmãos e irmãs mais frágeis. (…) Por isso é
bom, para a humanidade e para o mundo, que nós crentes conheçamos melhor os
compromissos ecológicos, que brotam das nossas convicções”. Neste sentido,
consideramos que o desperdício é algo intolerável, particularmente para nós
cristãos, seja no que diz respeito a comida, bem como aos recursos hídricos e
energéticos que dispomos e que nem pensamos na maioria das vezes, o quanto
somos abençoados por os ter, pois nesse instante há tantas pessoas que não o
têm e só paramos para pensar nisso quando eles por momentos nos faltam.
Desde cedo procurámos incutir na nossa família, a utilização
conscienciosa daquilo que a natureza nos dá, evitando torneira aberta enquanto
nos ensaboamos, esfregamos os dentes e lavamos a loiça; utilizando a capacidade
máxima da máquina de lavar roupa; comendo tudo o que colocamos no prato e
quando sobra comida de uma refeição reaproveitá-la para a vez seguinte;
retirando o pedaço da fruta que possa não estar bom e comer o resto; apagar as
luzes sempre que não são necessárias; utilizarmos o verso das folhas para
rascunho ou para as pinturas dos nossos artistas cá de casa… enfim, o que
sempre vimos fazer em casa dos nossos pais. Quando se fala da transmissão de valores
para os nossos filhos, não nos podemos esquecer destes que promovendo a
ecologia, contribuem para o bem comum e um facto muito importante: as crianças
agem muito por imitação dos adultos, por isso tenhamos muito cuidado com os
nossos actos…
“Todos podemos colaborar, como instrumentos de Deus, no
cuidado da criação, cada um a partir da sua cultura, experiência, iniciativas e
capacidades” (parágrafo 14). Deste modo, para além do que referimos acima,
partilhamos as seguintes iniciativas que desenvolvemos em nossa casa e que pode
servir de exemplo para outros. Então, aqui vai o que se faz cá por casa:
- Quando vamos para o banho, até que chegue a água quente,
abrimos a torneira para um garrafão e assim aproveitamos essa água para
deitarmos na sanita ou regarmos as plantas:
- Reaproveitamos as caixas de cartão dos cereais ou bolachas para fazermos bonitos sacos de oferta e deste modo não precisamos gastar papel de embrulho:
- Também os frascos de vidro das leguminosas cozidas, podem
servir como excelentes recipientes para guardar, por exemplo, biscoitos feitos
numa tarde animada de culinária entre pai e filha, que podem ser decorados para
oferta ou simplesmente para ornamentar a bancada da cozinha:
- Temos habitualmente um alguidar no lava-loiças para aproveitar
a água da lavagem dos legumes ou fruta e depois regamos as plantas, o que passado
uns tempos nos trás grandes surpresas, pois nascem tomateiros junto à
buganvília, ou curgetes juntos aos amores-perfeitos:
Lançamos agora o repto, a que outras famílias partilhem o que
fazem aí por casa, pois a partilha enriquece a todos! Aceitam o desafio? Seria
muito interessante aprendermos uns com os outros, estratégias para cuidarmos da
nossa Casa, que o nosso Pai do céu tão generosamente criou para nós. Deste modo
contribuindo para o que o Papa Francisco defende: “ Uma mudança nos estilos de
vida poderia chegar a exercer uma pressão salutar sobre quantos detêm o poder
político, económico e social.” (parágrafo 206).
Que assim
seja! Louvado Sejas!
Família Francisco





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