Quem somos...

O Grupo Rotunda é um grupo de casais e famílias, da paróquia da Mexilhoeira Grande, Algarve.
O grupo foi criado, há cinco anos com cinco famílias e casais. Ao longo destes anos o grupo tem crescido, não só em numero, mas sobretudo em comunhão, fraternidade e sobretudo como Família de famílias...
No nosso grupo, partilhamos as nossas vivências, experiências e histórias, das nossas famílias.
São todas essas vivências e experiências que pretendemos partilhar convosco...

Família e vida da Igreja

No passado dia 13 de fevereiro o Grupo Rotunda reuniu em nossa casa, tendo o encontro sido preparado em conjunto com o Filipe e a Cármen, com o tema Família e vida da Igreja que consta no capítulo II do documento Instrumentum Laboris – XIV Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos [Roma, 4-25 de outubro de 2015]). O tema era constituído pelos seguintes pontos: A família nos documentos da Igreja; A dimensão missionária da Igreja; A família, caminho da Igreja; A medida divina do amor; A família em oração; Família e fé; Catequese e família; A indissolubilidade do matrimónio e a alegria de viver juntos.

A sua leitura e reflexão, remeteu-nos para a vida de um casal muito especial, cujo testemunho reflete a vida de uma família como Igreja. Esse casal comprometido com Deus e a Igreja eram Áquila e Priscila: 

Eles formavam um lindo casal, cujos nomes aparecem pelo menos seis vezes na Bíblia, com Paulo e Lucas dividindo as citações. Vieram de Roma como refugiados de guerra e estabeleceram-se em Corinto. Ele era judeu, natural da cidade do Ponto, no litoral do mar Negro, Ásia Menor – At 18.2. Ela que era chamada de Prisca (2Tm 4.19), enquanto Lucas a chamava pelo diminutivo Priscila (At 18.2); era oriunda de uma tradicional família romana. A Sua profissão: era comum aos judeus, ricos ou pobres, os filhos ainda crianças aprenderem uma profissão, e Áquila aprendeu a fabricar tendas (eram residências móveis feitas de couro de cabra – At 18.3).

Algumas marcas que caracterizavam o casal

– Uma consciência forte de família - At 18.18.
– Uma consciência de ministério - At 18.19
– Uma  consciência missionária – At 19; 1Co 16.19; Rm 16.5
– O  casal também tinha uma forte consciência de discipulado – At 18.25

Com o casal Áquila e Priscila aprendemos que:

Só seremos felizes quando colocarmos bens e vidas ao serviço do Senhor. Como já referimos, Priscila veio de uma família mais abastada economicamente e Áquila era fabricante de tendas. O que nos encanta é que os dois combinaram colocar os bens adquiridos, a bela residência e, sobretudo, as vidas totalmente a serviço do Senhor. Tudo isso porque para eles o que importava mesmo era o progresso do reino de Deus.

Durante o encontro cada casal partilhou com o grupo, qual a característica do casal Áquila e Priscila que mais os impressionou e marcou, tendo sido esta partilha o mote para a reflexão e catequese dos casais.
As crianças também tiveram um momento de catequese a partir da vida do casal Áquila e Priscila, tendo a mesma incluído um momento de dramatização, que muito os animou e agradou.

Aprendamos com o casal Áquila e Priscila, por meio da bela visão de Reino que tinham, a abrir as nossas casas para serem transformadas em santuários! Portanto, local de adoração, pregação e santificação! 


(As informações sobre o casal Áquila e Priscila foram retiradas e adaptadas do blog: personagembiblico.blogspot.pt)

Quaresma - Caminho de Misericórdia



A Liturgia da Celebração das Cinzas, orienta-nos para uma vivência, Quaresmal, correcta e frutuosa. Diz-nos São Paulo que “este é o tempo favorável e de Salvação”. Ou seja, a todos é dada esta oportunidade de arrependimento e penitência, e para quem opta por este caminho de não o tome por um trilho de tristeza ou depressão, mas sim por um caminho de Alegria e Luz, porque esse é o caminho de libertação, despreendimento e caminho que nos leva verdadeiramente ao encontro mais íntimo com o Pai Misericordioso, que nos aceita e espera sempre…

Hoje escutamos Jesus falar na esmola, na oração e no jejum. Este é itinerário quaresmal. Esmola, para nos lembrar dos nossos irmãos mas necessitados e que anseiam pela nossa misericórdia; Oração, para que a quaresma seja um tempo de reaproximação e reconciliação com Deus; por fim Jejuar, não no sentido de passar fome, mas que este seja um tempo recusarmos mais os desejos mundanos, fortalecendo o espirito com a nossa oração…

Diz-nos o Santo Padre na sua mensagem para esta quaresma: “A misericórdia de Deus transforma o coração do homem e faz-lhe experimentar um amor fiel, tornando-o assim, por sua vez, capaz de misericórdia. É um milagre sempre novo que a misericórdia divina possa irradiar-se na vida de cada um de nós, estimulando-nos ao amor do próximo e animando aquilo que a tradição da Igreja chama as obras de misericórdia corporal e espiritual. Estas recordam-nos que a nossa fé se traduz em actos concretos e quotidianos, destinados a ajudar o nosso próximo no corpo e no espírito e sobre os quais havemos de ser julgados: alimentá-lo, visitá-lo, confortá-lo, educá-lo. Por isso, expressei o desejo de que «o povo cristão reflicta, durante o Jubileu, sobre as obras de misericórdia corporal e espiritual. Será uma maneira de acordar a nossa consciência, muitas vezes adormecida perante o drama da pobreza, e de entrar cada vez mais no coração do Evangelho, onde os pobres são os privilegiados da misericórdia divina». Realmente, no pobre, a carne de Cristo «torna-se de novo visível como corpo martirizado, chagado, flagelado, desnutrido, em fuga... a fim de ser reconhecido, tocado e assistido cuidadosamente por nós». É o mistério inaudito e escandaloso do prolongamento na história do sofrimento do Cordeiro Inocente, sarça ardente de amor gratuito na presença da qual podemos apenas, como Moisés, tirar as sandálias (cf. Ex 3, 5); e mais ainda, quando o pobre é o irmão ou a irmã em Cristo que sofre por causa da sua fé.”

Então que este seja verdadeiramente um tempo de Misericórdia!