A Liturgia da Celebração das
Cinzas, orienta-nos para uma vivência, Quaresmal, correcta e frutuosa. Diz-nos
São Paulo que “este é o tempo favorável e de Salvação”. Ou seja, a todos é dada
esta oportunidade de arrependimento e penitência, e para quem opta por este
caminho de não o tome por um trilho de tristeza ou depressão, mas sim por um
caminho de Alegria e Luz, porque esse é o caminho de libertação,
despreendimento e caminho que nos leva verdadeiramente ao encontro mais íntimo
com o Pai Misericordioso, que nos aceita e espera sempre…
Hoje escutamos Jesus falar na
esmola, na oração e no jejum. Este é itinerário quaresmal. Esmola, para nos
lembrar dos nossos irmãos mas necessitados e que anseiam pela nossa
misericórdia; Oração, para que a quaresma seja um tempo de reaproximação e
reconciliação com Deus; por fim Jejuar, não no sentido de passar fome, mas que
este seja um tempo recusarmos mais os desejos mundanos, fortalecendo o espirito
com a nossa oração…
Diz-nos o Santo Padre na sua
mensagem para esta quaresma: “A misericórdia de Deus transforma o coração do
homem e faz-lhe experimentar um amor fiel, tornando-o assim, por sua vez, capaz
de misericórdia. É um milagre sempre novo que a misericórdia divina possa irradiar-se
na vida de cada um de nós, estimulando-nos ao amor do próximo e animando aquilo
que a tradição da Igreja chama as obras de misericórdia corporal e espiritual.
Estas recordam-nos que a nossa fé se traduz em actos concretos e quotidianos,
destinados a ajudar o nosso próximo no corpo e no espírito e sobre os quais
havemos de ser julgados: alimentá-lo, visitá-lo, confortá-lo, educá-lo. Por
isso, expressei o desejo de que «o povo cristão reflicta, durante o Jubileu,
sobre as obras de misericórdia corporal e espiritual. Será uma maneira de
acordar a nossa consciência, muitas vezes adormecida perante o drama da
pobreza, e de entrar cada vez mais no coração do Evangelho, onde os pobres são
os privilegiados da misericórdia divina». Realmente, no pobre, a carne de
Cristo «torna-se de novo visível como corpo martirizado, chagado, flagelado,
desnutrido, em fuga... a fim de ser reconhecido, tocado e assistido
cuidadosamente por nós». É o mistério inaudito e escandaloso do prolongamento
na história do sofrimento do Cordeiro Inocente, sarça ardente de amor gratuito
na presença da qual podemos apenas, como Moisés, tirar as sandálias (cf. Ex
3, 5); e mais ainda, quando o pobre é o irmão ou a irmã em Cristo que sofre por
causa da sua fé.”
Então que este seja verdadeiramente um tempo de Misericórdia!
Então que este seja verdadeiramente um tempo de Misericórdia!

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