Quem somos...

O Grupo Rotunda é um grupo de casais e famílias, da paróquia da Mexilhoeira Grande, Algarve.
O grupo foi criado, há cinco anos com cinco famílias e casais. Ao longo destes anos o grupo tem crescido, não só em numero, mas sobretudo em comunhão, fraternidade e sobretudo como Família de famílias...
No nosso grupo, partilhamos as nossas vivências, experiências e histórias, das nossas famílias.
São todas essas vivências e experiências que pretendemos partilhar convosco...

Quaresma - Caminho de Misericórdia



A Liturgia da Celebração das Cinzas, orienta-nos para uma vivência, Quaresmal, correcta e frutuosa. Diz-nos São Paulo que “este é o tempo favorável e de Salvação”. Ou seja, a todos é dada esta oportunidade de arrependimento e penitência, e para quem opta por este caminho de não o tome por um trilho de tristeza ou depressão, mas sim por um caminho de Alegria e Luz, porque esse é o caminho de libertação, despreendimento e caminho que nos leva verdadeiramente ao encontro mais íntimo com o Pai Misericordioso, que nos aceita e espera sempre…

Hoje escutamos Jesus falar na esmola, na oração e no jejum. Este é itinerário quaresmal. Esmola, para nos lembrar dos nossos irmãos mas necessitados e que anseiam pela nossa misericórdia; Oração, para que a quaresma seja um tempo de reaproximação e reconciliação com Deus; por fim Jejuar, não no sentido de passar fome, mas que este seja um tempo recusarmos mais os desejos mundanos, fortalecendo o espirito com a nossa oração…

Diz-nos o Santo Padre na sua mensagem para esta quaresma: “A misericórdia de Deus transforma o coração do homem e faz-lhe experimentar um amor fiel, tornando-o assim, por sua vez, capaz de misericórdia. É um milagre sempre novo que a misericórdia divina possa irradiar-se na vida de cada um de nós, estimulando-nos ao amor do próximo e animando aquilo que a tradição da Igreja chama as obras de misericórdia corporal e espiritual. Estas recordam-nos que a nossa fé se traduz em actos concretos e quotidianos, destinados a ajudar o nosso próximo no corpo e no espírito e sobre os quais havemos de ser julgados: alimentá-lo, visitá-lo, confortá-lo, educá-lo. Por isso, expressei o desejo de que «o povo cristão reflicta, durante o Jubileu, sobre as obras de misericórdia corporal e espiritual. Será uma maneira de acordar a nossa consciência, muitas vezes adormecida perante o drama da pobreza, e de entrar cada vez mais no coração do Evangelho, onde os pobres são os privilegiados da misericórdia divina». Realmente, no pobre, a carne de Cristo «torna-se de novo visível como corpo martirizado, chagado, flagelado, desnutrido, em fuga... a fim de ser reconhecido, tocado e assistido cuidadosamente por nós». É o mistério inaudito e escandaloso do prolongamento na história do sofrimento do Cordeiro Inocente, sarça ardente de amor gratuito na presença da qual podemos apenas, como Moisés, tirar as sandálias (cf. Ex 3, 5); e mais ainda, quando o pobre é o irmão ou a irmã em Cristo que sofre por causa da sua fé.”

Então que este seja verdadeiramente um tempo de Misericórdia!

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