"Disse Jesus, a Simão: «Faz-te ao largo;
e vós, lançai as redes para a pesca.»
Simão respondeu: «Mestre, trabalhámos durante
toda a noite e nada apanhámos;
mas, porque Tu o dizes, lançarei as redes.»"
- Lc. 5, 4-5 -
Estamos no mês de Setembro, o mês da nostalgia, pelo descanso das férias e de tudo de bom que tem as férias, mas também o mês da esperança de um recomeço no trabalho, na escola e dos novos desafios que o dia-a-dia do quotidiano nos propõe.
Setembro é por assim dizer o mês do "tentar mais uma vez", recordando o que já fizemos, procuramos novos trilhos para o que ainda há por trabalhar. Novas ideias, esquemas, planos e engenhos, mantendo e procurando manter sempre os objectivos.
Assim é o mês de setembro, aqui no algarve, muito peculiar, depois dos electrizantes meses de Julho e Agosto, em que parece que tudo passa a correr e que um dia é pouco para tanto para fazer e viver. O setembro surge como uma flor, que desabrocha calmamente, numa manhã de nevoeiro e orvalho. Parece que tudo parou... e, uma calma penetrante inunda cada um que se deixa levar por estas vagas lentas e envolventes de uma manhã vazia e revigorante à beira mar, ou de um fim de tarde quente mas calmo e que com esta envolvência embala o sol, vagarosamente, por entre as colinas no horizonte...
Também na vida da Igreja, setembro é como que uma "rentrée", onde nada é novo, porque já o foi à 2000 anos, mas tudo precisa de novidade, para continuar a vivificar Cristo, como o fizeram os nossos antepassados. Hoje temos nós essa responsabilidade, para podermos passar às gerações vindouras este Cristo Misericordioso, que nos vivifica e rejuvenesce.
Talvez tenha sido num cenário semelhante a uma destas manhãs de setembro, que Jesus tenha pedido a Simão para se fazer ao largo e lançar novamente as suas redes. Ainda que a noite tenha sido frustrante, desgastante e nada produtiva, Simão teve fé nas palavras de Jesus e tentou uma vez mais da mesma forma que o tinha feito durante a noite...
No recomeço de mais um Ano Pastoral, também cada um de nós, enquanto cristão, enquanto famílias, devemos sobretudo, persistir nos nossos ideais, voltar a pegar nas nossas redes, voltar a lançá-las com força e puxá-las ainda com mais esperanças, não olhando se é "peixe" graúdo ou miúdo, mas agradecendo tudo aquilo que o Senhor nos dá.
"Faz-te ao largo" disse Jesus a Simão e diz-nos hoje também a nós, cristãos e neste caso concreto, famílias cristãs. E falando de modo muito particular das famílias, este "Fazer-mo-nos ao largo" e "lançar as redes" são desafios aliciantes mas também comprometedores e pesados que cada família deve agarrar. Na nossa sociedade, a instituição família atravessa uma crise sem precedentes, desde violências, a separações, de relações desprovidas de valores e sentimentos, onde o sacramento nada vale.
Estamos prestes a iniciar mais um Ano Pastoral, uma vez mais as famílias estão na linha da frente no que respeita à vida pastoral, não só a nível paroquial, mas também da Igreja Universal, basta estarmos atentos e ver, não só a importância que o Santo Padre dá à família, mas também a preocupação com que ele fala deste tema, conforme está explícito na Exortação Apóstolica "Amoris Laetitia".
Conscientes dos problemas e desafios que o Papa Francisco lança no seu documento pós-sinodal, cabe a cada casal, a cada família reflectir e procurar soluções e propostas de modo a manter a Pastoral Familiar activa e dinâmica, de forma que possa cativar e motivar outros casais e famílias a encontrar ou reencontrar em Cristo o centro das suas vidas.
«Senhor, mas porque Tu o dizes, lançarei novamente as minhas redes» assim Simão, foi uma vez mais ao mar motivado por um desejo de Jesus. Também nós individualmente e em família somos impelidos a retomar, neste novo Ano Pastoral, o nosso trabalho e empenho no anúncio do Evangelho.
Que no início de mais um Ano Pastoral, o Senhor Jesus derrame sobre cada um a sua misericórdia, e nos transforme, verdadeiramente, em instrumentos do Seu reino, disponíveis para o anúncio do Evangelho.
Conscientes dos problemas e desafios que o Papa Francisco lança no seu documento pós-sinodal, cabe a cada casal, a cada família reflectir e procurar soluções e propostas de modo a manter a Pastoral Familiar activa e dinâmica, de forma que possa cativar e motivar outros casais e famílias a encontrar ou reencontrar em Cristo o centro das suas vidas.
«Senhor, mas porque Tu o dizes, lançarei novamente as minhas redes» assim Simão, foi uma vez mais ao mar motivado por um desejo de Jesus. Também nós individualmente e em família somos impelidos a retomar, neste novo Ano Pastoral, o nosso trabalho e empenho no anúncio do Evangelho.
Que no início de mais um Ano Pastoral, o Senhor Jesus derrame sobre cada um a sua misericórdia, e nos transforme, verdadeiramente, em instrumentos do Seu reino, disponíveis para o anúncio do Evangelho.
Família Martins

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