Quem somos...

O Grupo Rotunda é um grupo de casais e famílias, da paróquia da Mexilhoeira Grande, Algarve.
O grupo foi criado, há cinco anos com cinco famílias e casais. Ao longo destes anos o grupo tem crescido, não só em numero, mas sobretudo em comunhão, fraternidade e sobretudo como Família de famílias...
No nosso grupo, partilhamos as nossas vivências, experiências e histórias, das nossas famílias.
São todas essas vivências e experiências que pretendemos partilhar convosco...

Dar graças pela criação - Contemplar a natureza

Na tarde de ontem (13 de Dezembro) o Grupo de Casais Rotunda, reuniu-se no sítio da Pereira, para o seu encontro mensal. 
Como musica de fundo, tinhamos o ruido passivo dos chocalhos das ovelhas que pastavam perto do Centro Cívico e que era intercalado de modo inrregular pelo chilrear de um ou outro passáro que ainda desafiva o frio de Dezembro; como pano de fundo tinhamos as verdejantes colinas que circundam aquele sítio e a ribeira que passa a escassos passos do local onde nos reunimos.

O casal Bruno e Dina Inácio, sugeriu uma dinâmica diferente daquela que fazemos mensalmente, para além de terem convidado a comunidade local, quiseram também, proporcionar a todos uma tarde de oração, convívo e acima de tudo de contacto com a natreza.
A oração, orientada pelo casal, foi fundamentalmente um apelo à preservação da natureza, e de modo muito concreto à valorização dos recursos naturais que dispomos na nossa freguesia, e que podem proporcionar momentos, muito agradáveis, em família. 
 
Depois do momento de oração e reflexão, cada um foi convidado a ir até perto da ribeira, contemplar a ribeira que ali corria, e pensar à quanto tempo não pára para escutar, tocar e sentir a natureza.

Quando praticamente todos ainda estavam junto da ribeira, o P. Domingos, aproveitou para, ali perante a natureza, ler o Livro de Daniel (cap. 3, 52-82):



Bendito sejas, Senhor, Deus de nossos pais: – digno de louvor e glória eterna­mente!

Bendito seja o teu nome santo e glo­­rioso: – digno de supremo louvor e exal­ta­ção eternamente!

Bendito sejas no templo da tua santa glória: – digno de supremo louvor e gló­ria eternamente!

Bendito sejas por penetrares os abismos, sentado sobre os querubins: – digno de supremo louvor e exal­tação eternamente!

Bendito sejas no teu trono real: – digno de supremo louvor e exal­ta­ção eternamente!

Bendito sejas no firmamento dos céus: – digno de supremo louvor e gló­ria eternamente!

Obras do Senhor, bendizei todas ao Senhor: a Ele a glória e o louvor eterna­mente!

Céus, bendizei o Senhor: a Ele a glória e o louvor eterna­mente!

Anjos do Senhor, bendizei o Se­nhor: a Ele a glória e o louvor eterna­mente!

Águas que estais acima dos céus, bendizei o Senhor: a Ele a glória e o louvor eterna­mente!

Todos os poderes do universo, ben­dizei o Senhor: a Ele a glória e o louvor eterna­mente!

Sol e Lua, bendizei o Senhor: a Ele a glória e o louvor eterna­mente!

Estrelas dos céus, bendizei o Se­nhor: a Ele a glória e o louvor eterna­mente!

Chuva e orvalho, bendizei o Se­nhor: a Ele a glória e o louvor eterna­mente!

Todos os ventos, bendizei o Se­nhor: a Ele a glória e o louvor eterna­mente!

Fogo e chama, bendizei o Senhor: a Ele a glória e o louvor eterna­mente!

Frio e calor, bendizei o Senhor: a Ele a glória e o louvor eterna­mente!

Orvalho e geada, bendizei o Se­nhor: a Ele a glória e o louvor eterna­mente!

Frio e gelo, bendizei o Senhor: a Ele a glória e o louvor eterna­mente!

Gelos e neves, bendizei o Senhor: a Ele a glória e o louvor eterna­mente!

Noites e dias, bendizei o Senhor: a Ele a glória e o louvor eterna­mente!

Luz e trevas, bendizei o Senhor: a Ele a glória e o louvor eterna­mente!

Relâmpagos e nuvens, bendizei o Senhor: a Ele a glória e o louvor eterna­mente!

Que a terra bendiga o Senhor: a Ele a glória e o louvor eterna­mente!

Montes e colinas, bendizei o Se­nhor: a Ele a glória e o louvor eterna­mente!

Tudo o que germina na terra, ben­dizei o Senhor: a Ele a glória e o louvor eterna­mente!

Mares e rios, bendizei o Senhor: a Ele a glória e o louvor eterna­mente!

Fontes, bendizei o Senhor: a Ele a glória e o louvor eterna­mente!

Monstros marinhos e tudo o que se move nas águas, bendizei o Senhor: a Ele a glória e o louvor eterna­mente!

Todas as aves do céu, bendizei o Se­nhor: a Ele a glória e o louvor eterna­mente!

Todos os animais, selvagens e do­mésticos, bendizei o Senhor: a Ele a glória e o louvor eterna­mente!

Vós, seres humanos, bendizei o Se­nhor: a Ele a glória e o louvor eterna­mente!

Depois regressamos para o salão do Centro Cívico do momento de oração rezando a "oração cristã com a criação" do Papa Francisco (Enciclica Laudato Si).

Bem haja ao casal que preparou e proporcionou esta tarde muito agradável em família, com amigo e sobretudo com a natureza.

Grupo Rotunda

Advento - Tempo favorável para aprender...

Crescemos, a ouvir a expressão: - O Natal, é para as crianças...! - Talvez o seja, conforme o sentido que cada um dá a este tempo, tão favorável, também para nós adultos, aprendermos com as crianças, o que é viver o Natal.

Aqui em casa os preparativos para o Natal começam bem cedo, tenho que admitir que começam com a chegada dos catálogos dos brinquedos em que os mais pequenos desfolham cada folha quatro ou cinco vezes, sempre com a emoção da 1ª vez... depois quase sempre quando terminam, a pergunta aos pais é se falta muito tempo para o Natal! 

Enquanto pais, temos procurado, ano após ano, contrariar esta febre de consumismo que nesta época sufoca e cega miúdos e graúdos. Ao interesse das crianças, pelas páginas coloridas e envolventes dos catálogos de brinquedos das grandes superfícies comerciais, costumamos ignorar e até jogar os, ditos folhetos para a reciclagem, e ainda que os mais pequenos se indignem com a nossa acção, não mostramos grande preocupação, e dizemos que: para a semana vem mais...

Então nas semanas que antecedem o Advento pergunta-nos o Pedro (filho mais velho), como é que vamos fazer este ano a nossa coroa de Advento. quantas velas? 5 ou 4; As velas, são todas da mesma cor ou de várias cores? etc... assim vamos criando um outro tipo de curiosidade nas crianças. Este ano por exemplo, adquirimos uns pequenos guias para oração em família no tempo de Advento e Natal, onde a proposta seria uma coroa de Advento com quarto velas, de cores diferentes (amarela, verde, ...).
Também o nosso espaço de oração, ganha nova cor, retiramos o fundo verde, do tempo comum, e colocamos o roxo, cor litúrgica do Advento. Cada domingo, reservamos um momento do dia para nos sentarmos no nosso espaço de oração e celebrarmos mais uma semana do Advento. Durante a semana, antes da refeição, nem sempre com todos (pois a Sofia normalmente está a mamar e o David gosta de fazer o contrário de nós!!), fazemos também a nossa oração diária, fazendo referências ao Advento.
Assim através do dialogo, das celebrações e orações as crianças vão percebendo de modo natural, o significado e sentido da coroa de Natal.

Depois vêm as questões impacientes de quando é que se monta a árvore de Natal e presépio, aliás até
mais o presépio que a árvore de Natal...

Tudo a seu tempo! À impaciência semanal das crianças, respondemos que durante o fim de semana, quando estivermos todos em casa, pensamos nesses assuntos...

Ou seja, tudo tem o seu tempo e propósito, não faria sentido montar a árvore de Natal e o presépio no fim de outubro ou principio de novembro, não só por não ser o tempo, mas sobretudo porque perderia o sentido e encanto. A montagem e decoração da árvore de Natal é o trivial, nada de novo.

O mesmo não podemos dizer do presépio, em que, de um modo criativo podemos dar e ter tanta catequese...

Quando não tínhamos filhos, procuravamos de um ano para o outro mudar a disposição das figuras, ou colocar algo de diferente. Depois com o nascimento do Pedro, e sobretudo quando ele começou a andar, tivemos que optar pelo presépio mais simples, mas sempre em locais onde ele pudesse chegar. Agora dizemos que temos um presépio dinâmico, pois os nossos filhos, o Pedro e David, gostam de recriar o presépio, dia após dia. Por exemplo o Pedro, num dos anos, questionou-nos porque é que já tínhamos os Reis Magos a chegar ao estábulo, se ainda o Menino Jesus não tinha nascido? Então recolocou-os no presépio mas afastados da cabana, e todos os dias movia-os ligeiramente em direcção à cabana. Outra questão foi: Nossa Senhora e São José iam à missa, não iam? Temos uma igreja no presépio...!
O David (o nosso filho do meio) também já coloca as suas condições e necessidades para a montagem do presépio. O ano passado por exemplo, insistia em que todas as figuras tinham que pernoitar na cabana, então antes de ir para a cama lá ia o David colocar as ovelhas, os Reis Magos, e demais figuras do presépios todos na cabana perto de Maria e São José. Depois de manhã com toda a paciência, o Pedro voltava a colocá-los nos seus devidos lugares...
Este ano, ainda não tinhamos o espaço preparado para montar o presépio, e já o David, tinha ocupado a sala com o "seu" presépio, num canto da sala era Nazaré, do outro era Belém, contudo, na versão da 'história' do David, José e Maria, depois de chegarem a Belém, tiveram que voltar a Nazaré, para regressarem novamente a Belém, e assim aconteceu por várias vezes. (Julgo que o serviço de recenseamento deve ter alterado e optado pelo sistema burocratico português, onde para tirar um simples documento ou certidão, precisamos de ir ao balcão uma serie de vezes!!).
Também os Reis Magos, tiveram uma viagem atribulada, ao ponto de um perder mesmo a cabeça...
Mas no fim, tudo resolvido, a Maria e José, lá descansaram no estabulo, aguardando pelo dia de Natal, os pastores lá estavam no campo a cuidar dos rebanhos, os Reis Magos lá encontraram  o caminho para Belém, e o Pedro e o David depois de decidirem que o Menino Jesus do presépio, este ano seria o que a irmã irá receber na Missa da Noite do Galo, lá ficaram a olhar, consolados, para o presépio que este ano teve um rio (imitação) por 'decreto' do pequeno David...
Ao deitar lemos a história de Natal, contada e retratada em livros que os pequenos já conhecem e só de verem as imagens já sabem as passagens ou por vezes preferem dar azo a imaginação e adaptam as histórias à sua maneira, mas mantendo sempre o fundamental que é o Nascimento de Jesus.
E com tudo isto... vai passando o Advento, na sobriedade e esperança própria deste tempo.
Hoje, já adultos e sobretudo pais, afiramamos com muita certeza, que o Natal não é só para as crianças, mas é também um tempo para nós adultos e pais aproveitarmos, desfrutarmos, aprendermos e sobretudo reflectirmos com tudo aquilo que vamos vendo e ouvindo dos mais pequenos, assim como fazia Maria "guardava todas estas coisas, conferindo-as em seu coração." Lc. 2, 19

Um Santo tempo de Advento!!! 

Família Martins

Família e Evangelização

Foi com alegria, que no passado sábado, recebemos as famílias do Grupo Rotunda na nossa casa, com a graça de termos a presença dos três padres jesuítas e os nossos irmãos na fé, Paulo e Suzel via skype.
Começamos o encontro com a passagem bíblica I Cor 9,16-23 e partilhamos as nossas reflexões sobre o tema proposto: Família e Evangelização, com base no artigo “A missão de ser família” e um excerto do Instrumento de Trabalho para o Sínodo dos Bispos (4-25 de Outubro de 2015).

A evangelização está no ADN da Igreja: “…ai de mim, se eu não evangelizar!”  (I Cor 9,16-23). “71. Evangelizar é uma responsabilidade de todo o povo de Deus, cada um segundo o seu ministério e carisma.”. Para nós que fomos chamados ao matrimónio, a evangelização começa na família e testemunha-se como família: o testemunho de um amor conjugal, vivido na fé e incarnado no quotidiano familiar, como Igreja Doméstica. Contudo, a missão evangelizadora da família não se esgota na educação cristã dos filhos. Cada família é chamada a dar o seu contributo na evangelização da comunidade cristã e na sociedade civil.

Para nós um ponto fundamental para que a evangelização seja eficaz é a proximidade com os outros.  “76 .Por isso, pede-se a toda a Igreja uma conversão missionária: é necessário não ficar num anúncio meramente teórico e desligado dos problemas reais das pessoas. 77. O anúncio deve levar à experiência de que o Evangelho da família é uma resposta às expetativas mais profundas da pessoa humana: à sua dignidade e à realização plena na reciprocidade, na comunhão e na fecundidade. Não se trata apenas de apresentar uma legislação, mas de propor valores, respondendo à necessidade que se sente deles. 78. A mensagem cristã deve ser anunciada privilegiando uma linguagem que dê esperança. Há que usar uma comunicação clara e convidativa, aberta, que não moralize, julgue ou controle; que dê testemunho do ensinamento moral da Igreja e seja, ao mesmo tempo, sensível às condições de cada pessoa.”
A este propósito falou-se sobre o problema de se julgar os outros, sem saber em que situações as pessoas e as famílias se encontram (problemas económicos, conjugais, psicológicos, entre tantos outros). Muitas vezes estão a “dar” o seu máximo à comunidade, e caímos no erro de achar que poderiam dar mais ou que não se comprometem. Neste contexto alguns casais com filhos pequenos desabafaram as dificuldades sentidas no dia a dia, que os impedem de se comprometerem mais com a comunidade, dando por isso, nesta fase da vida, prioridade à evangelização na família.

 “70 ..o Papa Francisco convida-nos a refletir: “Temos a coragem de acolher, com ternura, as situações difíceis e os problemas de quem vive ao nosso lado, ou preferimos as soluções impessoais, talvez eficientes mas desprovidas do calor do Evangelho? Quão grande é a necessidade que o mundo tem hoje da ternura! Paciência de Deus, proximidade de Deus, ternura de Deus”.
“72. A Igreja deve infundir nas famílias um sentido de pertença eclesial, um sentido do “nós”, onde nenhum membro é esquecido. Todos sejam encorajados a desenvolver as próprias capacidades e a realizar o projeto da própria vida ao serviço do Reino de Deus. Toda a família, inserida no contexto eclesial, redescubra a alegria da comunhão com outras famílias para servir o bem comum da sociedade,..”
Neste sentido foi expressada a importância do acolhimento das famílias que se (re)aproximam de Deus e da vivência comunitária, nomeadamente quando procuram o sacramento do Baptismo e/ou do Matrimónio ou quando os filhos iniciam a catequese. Devemos de ver nessas pessoas uma oportunidade de evangelização.

Falou-se também da importância da oração familiar. “80. Toda a pastoral familiar deverá deixar-se modelar interiormente e formar os membros da Igreja doméstica através da leitura orante e eclesial da Sagrada Escritura. A Palavra de Deus não é só uma boa nova para a vida privada das pessoas, mas é também um critério de juízo e uma luz para o discernimento dos diversos desafios com que se confrontam os cônjuges e as famílias.”
Propôs-se que  cada família assuma um compromisso com o Senhor, com o seguinte lema “Eu e a minha casa serviremos o Senhor” Josué 24,15. A nossa sugestão foi dar mais tempo à oração em família ou outro compromisso relacionado com a evangelização.

Enquanto os casais dialogavam acerca do tema, os mais pequenos foram convidados a construir um painel sobre a Anunciação a Nossa Senhora, a ver um vídeo sobre o chamamento de Samuel e a reflectirem que, tanto Maria como Samuel, aceitaram ser servos do Senhor. No final levaram uma lembrança para casa que os fará recordar que, em Família, somos chamados a servir o Senhor.



Sentimos todos neste encontro que, com a graça de Deus, temos vindo a crescer enquanto grupo, como uma verdadeira família onde há abertura para partilhamos alegrias e tristezas, sucessos e frustrações, ânimos e desânimos, para apoiarmo-nos e corrigirmo-nos. Estamos gratos ao Senhor por este amadurecimento espiritual e comunitário, que nos permite crescer enquanto família e paróquia.

Família Pomba

Os excessos das sociedades contemporâneas

O Papa voltou a pronunciar-se contra os excessos das sociedades contemporâneas. Na audiência-geral desta quarta-feira, no Vaticano, Francisco insurgiu-se contra o facto de muitos gastarem de mais, enquanto outros passam fome e lamentou a fraca convivência familiar. 

Na mensagem dirigida aos cerca de 20 mil fiéis e peregrinos que marcaram presença na Praça S. Pedro, Francisco considerou que “a convivência é um termómetro seguro para medir a saúde das relações: se na família alguma coisa não está bem, ou há uma ferida escondida, à mesa, percebe-se logo”. 

“Uma família que quase nunca come em conjunto ou que, à mesa, não fala mas vê a televisão ou olha para o ‘smartphone’, é uma família ‘pouco família’. Quando os filhos, à mesa, estão agarrados ao computador, ao telemóvel e não se ouvem uns aos outros, isto não é família, é uma pensão”, acrescentou.

Ainda a propósito da imagem de uma família reunida à mesa, o Papa Francisco lembrou ainda a desigualdade a nível global no acesso aos alimentos.
“Nos países ricos somos induzidos a gastar dinheiro para comer excessivamente e, depois, somo-lo de novo para remediar o excesso. Este negócio insensato desvia a nossa atenção da verdadeira fome do corpo e da alma., rematou.
Quando não há convivência, há egoísmo, cada um só pensa em si, ajudado pela publicidade que a reduziu a uma linguagem de lanches e guloseimas, enquanto tantos, demasiados irmãos e irmãs, ficam fora da mesa. Isto é uma vergonha!”

Para o Papa argentino, a Eucaristia de uma “Igreja familiar” é capaz de restituir à comunidade a “levedura activa e a hospitalidade mútua”: “É uma escola de inclusão humana.”


Reportagem publicada em rr.sapo.pt (Rádio Renascença)

Matrimónio - Doação dos esposos um ao outro...

Pela sua própria natureza, o amor conjugal exige dos esposos uma fidelidade inviolável. Esta é uma consequência da doação de si mesmos que os esposos fazem um ao outro. O amor quer ser definitivo. Não pode ser «até nova ordem». «Esta união íntima, enquanto doação recíproca de duas pessoas, tal como o bem dos filhos, exigem a inteira fidelidade dos cônjuges e reclamam a sua união indissolúvel» - CIC 1646
 
Diz-nos o Papa Francisco que a fidelidade, perseverança e fecundidade, são as três características do Amor que Jesus nutre pela Igreja. O Santo Padre, adianta ainda que estas três características devem ser também pilares de um autêntico matrimónio cristão.
 
Há onze anos atrás diante de Cristo, na presença da nossa comunidade paroquial, perante a Igreja e nos olhos um do outro prometemos "fidelidade um ao outro, amar-nos e respeitar-nos, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, todos  os dias da nossa vida, até que a morte nos separe."
 
Ano após ano, temos procurado viver no nosso dia-a-dia, essa promessa que fizemos um ao outro no dia 31 de Outubro de 2004, mas que de certa forma já o vivíamos anos antes durante o tempo de namoro.
 
Temos crescido e aprendido um com o outro, e, a promessa feita há onze anos, faz hoje mais sentido, e perante a Igreja, temos o dever de o testemunhar. Pois através da nossa fidelidade conjugal, temos também sido fieis à Igreja que nos acolhe e com a qual nos identificamos; através da nossa perseverança conjugal temos fortalecido o nosso amor e essa força tem-nos ajudado a superar as adversidades do quotidiano às quais nenhum casal está imune, mas também temos sido perseverantes na nossa caminhada de Fé, confiantes no Amor de Deus que nos ama e está sempre pronto a perdoar; por fim pela fecundidade da nossa união, não só pela graça e bênção dos nossos três filhos, mas sobretudo pela confiança que nos foi depositada, por outras famílias, ao nos convidarem para padrinhos dos seus filhos, no intuito de os ajudar na sua caminhada de fé. 
 
Por tudo isto, hoje celebramos com mais alegria e seriedade, o nosso aniversário de matrimónio, conscientes da nossa condição humana e de pecadores, que não somos perfeitos, e por isso também erramos. Mas confiantes na misericórdia de Deus, que nos recebe e perdoa, sempre que nos dispomos a recebermos esse perdão!
 
Agradecemos a todos aqueles que têm feito parte desta nossa caminhada, e aproveitamos para desejar à Helena e ao Rui (recém-casados) que também o seu matrimónio seja frutífero em graças!  
 
Família Martins

Deus Trabalha com a Lei da Recompensa

Passou uma semana desde o nosso primeiro encontro, desde o primeiro dia que comecei a sentir saudades vossas e não me conseguindo conter tenho de vos escrever estas palavras.

Já gostava de todos vós antes de vos conhecer, portanto pela Fé, mas agora que conheço os vossos rostos, materializou-se esse sentimento. Sinto-me obrigado a pedir a Deus coisas grandes e excelentes para a vossa vida, tais como: prosperidade material e espiritual de forma que consigam encontrar na prosperidade espiritual a peça que vos falta no vosso vazio interior (que nos atinge a todos sem excepção) e que só pode ser preenchida em medida certa por Jesus Cristo. Pois é ele quem nos leva a Deus, o qual também nos enviou o Espírito Santo para nos confortar, orientar e fazer sentir a presença real de Deus nas nossas vidas.

Quanto ao bem que me fizestes a mim e à minha família coma vossa visita, deixo ao cuidado do Senhor nosso Deus a recompensa que vos é merecida, pois eu não vos posso recompensar de forma nenhuma por aquilo que fizeste. 

"Deus não é homem para mentir; um ser humano que procure consolação. Porventura Ele diz e não faz? Promete e não cumpre?" (Nm. 23, 19) 

Deixou escritas algumas palavras de garantia na área da recompensa, tais como: 
"«Quem vos recebe, a mim recebe; e quem me recebe, recebe aquele que me enviou.Quem recebe um profeta por ele ser profeta, receberá recompensa de profeta; e quem recebe um justo, por ele ser justo, receberá recompensa de justo. E quem der de beber a um destes pequeninos, ainda que seja somente um copo de água fresca, por ser meu discípulo, em verdade vos digo: não perderá a sua recompensa.»" (Mt. 10, 40-42)

"O Rei dirá, então, aos da sua direita: ‘Vinde, benditos de meu Pai! Recebei em herança o Reino que vos está preparado desde a criação do mundo. Porque tive fome e destes-me de comer, tive sede e destes-me de beber, era peregrino e recolhestes-me, estava nu e destes-me que vestir, adoeci e visitastes-me, estive na prisão e fostes ter comigo.’ Então, os justos vão responder-lhe: ‘Senhor, quando foi que te vimos com fome e te demos de comer, ou com sede e te demos de beber? Quando te vimos peregrino e te recolhemos, ou nu e te vestimos? E quando te vimos doente ou na prisão, e fomos visitar-te?’ E o Rei vai dizer-lhes, em resposta: ‘Em verdade vos digo: Sempre que fizestes isto a um destes meus irmãos mais pequeninos, a mim mesmo o fizestes." (Mt. 25, 34-40)

Como o Humberto escrevia no seu artigo sobre "Um pouco de céu" nos acontecimentos naquele dia da sua vida, e porque o céu fala-nos de coisas boas, então o nosso encontro também foi um pouco de céu, pois foi muito Bom!

Um grande abraço para todos, 
Paulo Jorge Ildefonso e família

P.S.:
  • Quero agradecer em primeiro lugar a Deus pela oportunidade;
  • Em segundo lugar ao grupo Rotundo e ao Sr. Padre Domingos por tornarem possível a oportunidade;
  • Em terceiro lugar à minha família por me ajudar a participar nesta oportunidade






Legislação sobre maternidade e parentalidade e sobre adoção

Foram publicadas no mês passado alterações à lei, sobre os direitos de maternidade e paternidade bem como sobre adoção:

Assembleia da República
Procede à nona alteração ao Código do Trabalho, aprovado pela Lei n.º 7/2009, de 12 de fevereiro, reforçando os direitos de maternidade e paternidade, à terceira alteração ao Decreto-Lei n.º 91/2009, de 9 de abril, e à segunda alteração ao Decreto-Lei n.º 89/2009, de 9 de abril.


Assembleia da República
Altera o Código Civil, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 47 344, de 25 de novembro de 1966, e o Código de Registo Civil, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 131/95, de 6 de junho, e aprova o Regime Jurídico do Processo de Adoção.

É que hoje parece bastar um pouco de céu...

Podia escrever muita coisa sobre o dia de hoje! Muitas emoções e  muitas graças... graças que o Senhor nos vai dando, nos vai colocando nesta nossa caminhada, muitas vezes sem nos darmos conta de tão grandes bênçãos... mas este nosso Deus, que é Pai, e é Misericordioso está atento, vai olhando por nós, e coloca no nosso caminho pessoas que nos mostram, que o Seu Reino acontece no nosso dia-a-dia, basta estarmos atentos.
 
Enfim, hoje foi um emaranhado de emoções tão grande, que neste momento, por ter ainda o coração tão cheio, corria o risco de me perder se quisesse transcrever tudo aquilo que sinto! Por isso, hoje, nesta noite em que dou graças e agradeço ao Senhor, Meu Deus, o dom da Vida e do Amor Fraterno, queria, apenas, partilhar alguém que não me é intimo, mas consegue, com as suas letras que eu alcance o melhor do meu íntimo.
 
Só hoje senti, que o rumo a seguir me levava para longe
Senti que este chão, já não tinha espaço para tudo o que foge,
não sei o motivo pra ir, só sei que não posso ficar
não sei o que vem a seguir, mas quero procurar
e hoje deixei de tentar erguer os planos de sempre
aqueles que são pra outro amanhã, que há-de ser diferente
não quero levar o que dei, talvez nem sequer o que é meu
é que hoje parece bastar, um pouco de céu
só hoje esperei, já sem desespero, que a noite caísse
nenhuma palavra, foi hoje diferente
do que já se disse, e há qualquer coisa a nascer
bem dentro no fundo de mim, e há uma força a vencer
qualquer outro fim ...   (Mafalda Veiga)


Por hoje fico-me por aqui... porque toda esta música, nesta hora e nesta noite em que dou graças, traduz tudo aquilo que senti neste dia! ... porque hoje senti, toquei e estive num pouco de céu, em várias momentos... e tão bom que foi estar no céu... e tão bom que é quando estamos entre irmãos e partilhamos do sentimento e sentido de vida, que é Cristo... e tão bom que é sentirmo-nos acolhidos e amados... 
 
obrigado Grupo Rotunda por estes momentos,
obrigado Paulo e Suzel pelo testemunho de hoje, tão puro, tão profundo, tão sentido, tão arrebatador, tão acolhedor e sobretudo tão incomodo (incomodo pelo facto de me ter sentido tão pequeno, perante tão grande ensinamento e vivência)...

E termino, cansado pela intensidade do dia, mas consolado por tantas graças recebidas.

A nossa paróquia - Tempo de reflexão: Ontem, hoje e amanhã

A nossa paróquia, está a celebrar os 40 anos do P. Domingos Monteiro da Costa, como pároco da Mexilhoeira Grande. Ao longo das últimas quatro décadas muitas foram as mudanças operadas nesta paróquia pelo trabalho de Evangelização, dinamizado e vivenciado pelo pároco através da sua acção socio-caritativa e do seu empenho na divulgação e ensino da Sagrada Escritura, sobretudo às gerações novas (crianças e jovens).
Como o P. Domingos costuma afirmar "há 40 anos não havia nada para fazer nesta paróquia! porque não havia comunidades, não havia cristãos... a igreja (edifício) estava em ruínas e os padres eram expulsos e perseguidos".  A instituição Igreja, sob orientação do P. Domingos, inspirado pelo Evangelho, cresceu nesta freguesia e foi por assim dizer a impulsionadora para colocar esta freguesia, rural, no mapa. Hoje a Mexilhoeira Grande é conhecida não só a nível regional, mas também a nível nacional e até internacional.
Foi com muito esforço e dedicação que o P. Domingos, ajudado por várias pessoas que por diversas formas e motivos foram-se envolvendo nesta história, e são hoje parte desta construção, inacabada... A Igreja, enquanto instituição, só é verdadeiramente viva e vivificante, quando é dinâmica, actual e sobretudo, renovada.

Esta vida da Igreja assemelha-se, de certo modo, à nossa vida, quer seja a nível pessoal, profissional ou conjugal passamos por períodos bons e outros menos bons, momentos de avanços e períodos de retrocessos, alturas em que não temos tempo para decidir e nos precipitamos e alturas em que o tempo é óptimo concelheiro; e momentos de pura lucidez e outros de total nevoeiro.

Ao celebrar este marco significativo na nossa paróquia, o P. Domingos fez questão de alertar a paróquia para não se vislumbrar para o trabalho que já foi feito, e que julgamos terminado! Alertou-nos  para a encruzilhada com que nos deparamos actualmente. A crise por que passa a Igreja, também se reflecte na nossa paróquia: o decréscimo das crianças e jovens nas catequeses, a inconstância e abandono crescente, dos ditos cristãos, da Eucaristia e outras práticas religiosas ou compromissos paroquiais, etc. 
Mas, nada é por acaso, e se acreditamos nos desígnios Senhor então podemos ver a sua acção diariamente na nossa vida. Nesta linha de pensamento, coloco a decisão da Companhia de Jesus em abrir uma comunidade em Portimão para trabalhar na Mexilhoeira Grande e na Srª. do Amparo, como acção do Senhor para "recrear" e dar novo impulso as estas duas paróquias entregues aos Jesuítas há 40 anos. Contudo, a sua permanência, no Algarve passará em grande parte pelo empenhamento dos cristãos em trabalhar, colaborar e comprometerem-se com a comunidade jesuíta no trabalho que será desenvolvido por eles! Estamos conscientes desse compromisso?!  
O numero 40, na Bíblia, tem um simbolismo muito forte, tratasse de o tempo de uma geração (os 40 anos no deserto), o tempo das decisões (40 dias e 40 noites em que Moisés esteve, sozinho na montanha; 40 dias e 40 noites de Jesus no deserto antes de começar a sua vida pública).
Ao celebrarmos 40 anos da presença do P. Domingos na Mexilhoeira Grande e olharmos para a história recente desta freguesia, é altura de pensarmos e reflectirmos nos passos a dar para o futuro!
Somos verdadeiramente Igreja?
Como tem sido o meu compromisso para com a minha comunidade e paróquia?
O futuro da nossa paróquia passa, em boa parte por nós, enquanto casais e famílias, verdadeiras Igrejas Domésticas, pois aquilo que estamos a edificar hoje, os valores humanos e cristãos que procuramos transmitir aos nossos filhos, os compromissos que assumimos hoje com a paróquia e com a Igreja, será o reflexo da paróquia da Mexilhoeira Grande no futuro.
Claro que celebrar esta data é motivo de jubilo e temos que nos alegrar por isso, mas ao mesmo tempo será útil que reflictamos também no passado, presente e futuro:
no que já fizemos, no que fazemos agora e no que ainda podemos fazer...
no que já acreditamos, nas nossas convicções actuais e no fruto que estas podem ter no futuro...
e sobre tudo, como pecadores que somos, onde e com quem falhamos...
e por fim sejamos humildes para perdoar e pedir perdão pelas nossas palavras, actos e omissões ... 
Entreguemos todas estas nossas reflexões ao Senhor, nosso Pai Misericordioso, que nos ama e perdoa sempre...   

Ponto de partida - ano pastoral 2015/2016


Foi ontem que recomeçamos os nossos encontros, depois de um período de interregno, para descansar e recuperar energias, regressamos animados, com novas impulsos, novas vontades, novos membros... o Simão (filho do casal Márcia e João), o Martinho (filho do casal Helena e Filipe) e o  Miguel (filho do casal Cristina e Nuno), mas acima de tudo o mesmo espírito de amizade fraterna, que pelo Amor de Cristo, que nos une nos tem levado a percorrer este caminho de fé, em família!
Este primeiro encontro foi sobretudo, para apresentar-mos ao grupo novas temáticas e acções a desenvolver pelo grupo no decorrer do ano pastoral.
No seguimento da avaliação que tínhamos feito no passado mês de Julho, vamos procurar no decorrer deste ano promover mais acções para a comunidade, sermos mais "Igreja em Saída", ir às periferias e disponíveis para quem nos procura.
Também para as crianças surgiram ideias, no sentido de também elas puderam em cada encontro ter um momento de catequese, onde a brincar também possam aprender mais sobre a Igreja e sobre Jesus Cristo. Não que o facto de participarem nos encontros com os pais, não seja já uma óptima catequese e uma manifestação de Igreja e Fé, pois  entre as próprias crianças sentimos essa amizade entre eles e os adultos, e sobretudo a ansiedade com que aguardam o momento do encontro.
Mas não falamos somente do grupo em geral, abordamos também a necessidade de cada família, continuar a rezar no seu lar, assim como voltar à dinâmica da preparação dos encontros, de modo a que cada casal possa, na sua oração, dialogar e preparar os encontros mensais, a exemplo do trabalho que desenvolvemos com os guias "Viver em Casal".
 
Depois da partilha de ideias e de vivências, terminamos o nosso encontro em redor da mesa e no convívio da partilha da refeição, como já é regra do grupo!
 
Em Outubro encontramo-nos em casa do Paulo e da Suzel, um casal amigo e irmão na fé, que pertence à Igreja Evangélica, e que manifestou o desejo de nos receber e partilhar connosco o seu testemunho de vida e de amor conjugal, alicerçado no Amor de Cristo.
 
Grupo Rotunda