A nossa paróquia, está a celebrar os 40 anos do P. Domingos Monteiro da Costa, como pároco da Mexilhoeira Grande. Ao longo das últimas quatro décadas muitas foram as mudanças operadas nesta paróquia pelo trabalho de Evangelização, dinamizado e vivenciado pelo pároco através da sua acção socio-caritativa e do seu empenho na divulgação e ensino da Sagrada Escritura, sobretudo às gerações novas (crianças e jovens).
Como o P. Domingos costuma afirmar "há 40 anos não havia nada para fazer nesta paróquia! porque não havia comunidades, não havia cristãos... a igreja (edifício) estava em ruínas e os padres eram expulsos e perseguidos". A instituição Igreja, sob orientação do P. Domingos, inspirado pelo Evangelho, cresceu nesta freguesia e foi por assim dizer a impulsionadora para colocar esta freguesia, rural, no mapa. Hoje a Mexilhoeira Grande é conhecida não só a nível regional, mas também a nível nacional e até internacional.
Foi com muito esforço e dedicação que o P. Domingos, ajudado por várias pessoas que por diversas formas e motivos foram-se envolvendo nesta história, e são hoje parte desta construção, inacabada... A Igreja, enquanto instituição, só é verdadeiramente viva e vivificante, quando é dinâmica, actual e sobretudo, renovada.
Foi com muito esforço e dedicação que o P. Domingos, ajudado por várias pessoas que por diversas formas e motivos foram-se envolvendo nesta história, e são hoje parte desta construção, inacabada... A Igreja, enquanto instituição, só é verdadeiramente viva e vivificante, quando é dinâmica, actual e sobretudo, renovada.
Esta vida da Igreja assemelha-se, de certo modo, à nossa vida, quer seja a nível pessoal, profissional ou conjugal passamos por períodos bons e outros menos bons, momentos de avanços e períodos de retrocessos, alturas em que não temos tempo para decidir e nos precipitamos e alturas em que o tempo é óptimo concelheiro; e momentos de pura lucidez e outros de total nevoeiro.
Ao celebrar este marco significativo na nossa paróquia, o P. Domingos fez questão de alertar a paróquia para não se vislumbrar para o trabalho que já foi feito, e que julgamos terminado! Alertou-nos para a encruzilhada com que nos deparamos actualmente. A crise por que passa a Igreja, também se reflecte na nossa paróquia: o decréscimo das crianças e jovens nas catequeses, a inconstância e abandono crescente, dos ditos cristãos, da Eucaristia e outras práticas religiosas ou compromissos paroquiais, etc.
Mas, nada é por acaso, e se acreditamos nos desígnios Senhor então podemos ver a sua acção diariamente na nossa vida. Nesta linha de pensamento, coloco a decisão da Companhia de Jesus em abrir uma comunidade em Portimão para trabalhar na Mexilhoeira Grande e na Srª. do Amparo, como acção do Senhor para "recrear" e dar novo impulso as estas duas paróquias entregues aos Jesuítas há 40 anos. Contudo, a sua permanência, no Algarve passará em grande parte pelo empenhamento dos cristãos em trabalhar, colaborar e comprometerem-se com a comunidade jesuíta no trabalho que será desenvolvido por eles! Estamos conscientes desse compromisso?!
O numero 40, na Bíblia, tem um simbolismo muito forte, tratasse de o tempo de uma geração (os 40 anos no deserto), o tempo das decisões (40 dias e 40 noites em que Moisés esteve, sozinho na montanha; 40 dias e 40 noites de Jesus no deserto antes de começar a sua vida pública).
Ao celebrarmos 40 anos da presença do P. Domingos na Mexilhoeira Grande e olharmos para a história recente desta freguesia, é altura de pensarmos e reflectirmos nos passos a dar para o futuro!
Somos verdadeiramente Igreja?
Como tem sido o meu compromisso para com a minha comunidade e paróquia?
O futuro da nossa paróquia passa, em boa parte por nós, enquanto casais e famílias, verdadeiras Igrejas Domésticas, pois aquilo que estamos a edificar hoje, os valores humanos e cristãos que procuramos transmitir aos nossos filhos, os compromissos que assumimos hoje com a paróquia e com a Igreja, será o reflexo da paróquia da Mexilhoeira Grande no futuro.
Claro que celebrar esta data é motivo de jubilo e temos que nos alegrar por isso, mas ao mesmo tempo será útil que reflictamos também no passado, presente e futuro:
no que já fizemos, no que fazemos agora e no que ainda podemos fazer...
no que já acreditamos, nas nossas convicções actuais e no fruto que estas podem ter no futuro...
e sobre tudo, como pecadores que somos, onde e com quem falhamos...
e por fim sejamos humildes para perdoar e pedir perdão pelas nossas palavras, actos e omissões ...
Entreguemos todas estas nossas reflexões ao Senhor, nosso Pai Misericordioso, que nos ama e perdoa sempre...
1 comentário:
Este é mesmo um tempo de reflexão. De olhar para o que foi feito, o que está a ser feito e o que poderá ser feito.
E, efectivamente, nada na vida tem um percurso rectilíneo. Como dizes, e bem, passamos naturalmente em diferentes níveis (pessoal, profissional, conjugal, social, ...) por estados positivos e estados negativos.
Que o Senhor nos dê a todos essa capacidade de reflectir sobre o que é ser Igreja e o que é ser Cristão.
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