O dia Internacional da
Família, foi determinado pela ONU em 1994, de forma a sensibilizar a sociedade
para a importância da família na estrutura do núcleo familiar e o seu relevo na
base da educação infantil; Reforçar a mensagem de união, amor, respeito e
compreensão necessárias para o bom relacionamento de todos os elementos que
compõem a família; chamar a atenção da população para a importância da família
como núcleo vital da sociedade e para os seus direitos e responsabilidades.
Em 1995, o Santo João
Paulo II, apresentou ao mundo a Encíclica “Evangelium
Vitae”, texto que fala sobre o valor e a inviolabilidade da vida humana. A
Semana da Vida surge também com o intuito de sensibilizar o mundo para a questão
da vida.
Este ano a Conferência
Episcopal Laicado e Família, propôs como tema para a semana da vida: “Cuidar da
Vida – a Terra é a nossa casa”. Este tema tem como pano de fundo a Encíclica do
Papa Francisco, “Laudato Si”, que nos
alerta para a necessidade de cuidarmos na nossa casa comum. Já no passado mês
de Dezembro, no encontro do Grupo Rotunda, que decorreu na Pereira, reflectimos
sobre este documento. Nesse encontro tivemos ainda a oportunidade de contactar
com a beleza natural daquele sítio da nossa freguesia.
Ontem, quisemos proporcionar
a todos os que aceitaram o convite, uma tarde para desfrutar dos
caminhos e
trilhos circundantes à Vila da Mexilhoeira Grande. Quisemos sensibilizar a
comunidade para as maravilhas da nossa freguesia e motivar cada um a ir à
descoberta dos caminhos da nossa freguesia, que somente com cerca de 4.000
habitantes é a maior do concelho de Portimão, ou seja, a grandeza desta
freguesia é também na sua biodiversidade que tem a particularidade de cruzar o
mar com a serra…
Assim pelas 16.00h,
juntamente com as cerca de 50 pessoas (crianças, pais, avós) que aceitaram o
convite, iniciamos a nossa caminhada, saindo do adro da igreja Matriz. Durante os
3,5 Km percorridos, fizemos algumas paragens, para reflectirmos sobre a
família, e da relação com a natureza. Aqui ficam os textos que serviram para as
reflexões:
1ª
RESPEITAR A CRIAÇÃO - Não somos Deus. A terra existe antes de
nós e foi-nos dada. Esta
responsabilidade perante uma terra que é de Deus implica que o ser humano,
dotado de inteligência, respeite as leis da natureza e os delicados equilíbrios
entre os seres deste mundo. Somos
chamados a reconhecer que os outros seres vivos têm um valor próprio. Na
tradição judaico-cristã, dizer «criação» é mais do que dizer natureza, porque
tem a ver com um projecto do amor de Deus, onde cada criatura tem um valor e um
significado. O
amor de Deus é a razão fundamental de toda a criação … Cada criatura é objecto
da ternura do Pai que lhe atribui um lugar no mundo. Até a vida efémera do ser
mais insignificante é objecto do seu amor e, naqueles poucos segundos de
existência, Ele envolve-o com o seu carinho. (Laudato Si)
2ª CONVERSÃO ECOLÓGICA – A crise ecológica é um apelo a uma profunda conversão
interior. … Viver a vocação de guardiões da obra de Deus não é algo de opcional
nem um aspecto secundário da experiência cristã, mas parte essencial duma
existência virtuosa. Recordemos o modelo de São Francisco de Assis, para propor
uma sã relação com a criação como dimensão da conversão integral da pessoa.
Isto exige também reconhecer os próprios erros, pecados, vícios ou
negligências, e arrepender-se de coração, mudar a partir de dentro. … «Para
realizar esta reconciliação, devemos examinar as nossas vidas e reconhecer de
que modo ofendemos a criação de Deus com as nossas acções e com a nossa
incapacidade de agir.» A educação será
ineficaz e os seus esforços estéreis, se não se preocupar também por difundir
um novo modelo relativo ao ser humano, à vida, à sociedade e à relação com a
natureza. (Laudato Si)
3ª EDUCAÇÃO, VALORES E LIBERDADE – A família é a primeira escola dos valores humanos onde se
aprende o bom uso da liberdade. Há inclinações adquiridas na infância que
impregnam o íntimo de uma pessoa e permanecem toda a vida como uma inclinação
favorável a um valor ou como uma rejeição espontânea de certos comportamentos.
(274) Na época actual, em que reina a ansiedade e a pressa tecnológica, uma
tarefa importantíssima das famílias é educar para a capacidade de esperar.
Quando se educa para aprender a adiar algumas coisas e esperar o momento
oportuno, ensina-se o que significa ser senhor de si mesmo e autónomo face aos
seus próprios impulsos. (275).
A família é o âmbito da socialização primária, porque é o
primeiro lugar onde se aprende a relacionar-se com o outro, a escutar,
partilhar, suportar, respeitar, ajudar e conviver. (276) . Na família, é ainda
possível, também repensar os hábitos de consumo, cuidando juntos da casa comum.
(Amoris laetitia)
Ao
chegarmos ao Salão do Lar de Idosos, as crianças depositaram junto da imagem da
Sagrada
Família, as flores que foram colhendo pelo caminho, depois terminamos
com a Oração da Criação, do Papa Francisco (Laudato Si)
No
fim partilhamos o lanche, convivemos, trocamos impressões da caminhada e as
crianças entre brincadeiras e pinturas faciais levaram um como com terra e
sementes para cuidarem em casa… Foi uma tarde muito agradável, em família.
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