Quem somos...

O Grupo Rotunda é um grupo de casais e famílias, da paróquia da Mexilhoeira Grande, Algarve.
O grupo foi criado, há cinco anos com cinco famílias e casais. Ao longo destes anos o grupo tem crescido, não só em numero, mas sobretudo em comunhão, fraternidade e sobretudo como Família de famílias...
No nosso grupo, partilhamos as nossas vivências, experiências e histórias, das nossas famílias.
São todas essas vivências e experiências que pretendemos partilhar convosco...

II Caminhada em Família - Crónica

Ontem, 15 de Maio, Dia Internacional da Família e no início da Semana da Vida, convidamos toda a paróquia a passar a tarde em família, em comunidade.
O dia Internacional da Família, foi determinado pela ONU em 1994, de forma a sensibilizar a sociedade para a importância da família na estrutura do núcleo familiar e o seu relevo na base da educação infantil; Reforçar a mensagem de união, amor, respeito e compreensão necessárias para o bom relacionamento de todos os elementos que compõem a família; chamar a atenção da população para a importância da família como núcleo vital da sociedade e para os seus direitos e responsabilidades.
Em 1995, o Santo João Paulo II, apresentou ao mundo a Encíclica “Evangelium Vitae”, texto que fala sobre o valor e a inviolabilidade da vida humana. A Semana da Vida surge também com o intuito de sensibilizar o mundo para a questão da vida.
Este ano a Conferência Episcopal Laicado e Família, propôs como tema para a semana da vida: “Cuidar da Vida – a Terra é a nossa casa”. Este tema tem como pano de fundo a Encíclica do Papa Francisco, “Laudato Si”, que nos alerta para a necessidade de cuidarmos na nossa casa comum. Já no passado mês de Dezembro, no encontro do Grupo Rotunda, que decorreu na Pereira, reflectimos sobre este documento. Nesse encontro tivemos ainda a oportunidade de contactar com a beleza natural daquele sítio da nossa freguesia.
Ontem, quisemos proporcionar a todos os que aceitaram o convite, uma tarde para desfrutar dos
caminhos e trilhos circundantes à Vila da Mexilhoeira Grande. Quisemos sensibilizar a comunidade para as maravilhas da nossa freguesia e motivar cada um a ir à descoberta dos caminhos da nossa freguesia, que somente com cerca de 4.000 habitantes é a maior do concelho de Portimão, ou seja, a grandeza desta freguesia é também na sua biodiversidade que tem a particularidade de cruzar o mar com a serra…
Assim pelas 16.00h, juntamente com as cerca de 50 pessoas (crianças, pais, avós) que aceitaram o convite, iniciamos a nossa caminhada, saindo do adro da igreja Matriz. Durante os 3,5 Km percorridos, fizemos algumas paragens, para reflectirmos sobre a família, e da relação com a natureza. Aqui ficam os textos que serviram para as reflexões:

1ª RESPEITAR A CRIAÇÃO - Não somos Deus. A terra existe antes de nós e foi-nos dada. Esta responsabilidade perante uma terra que é de Deus implica que o ser humano, dotado de inteligência, respeite as leis da natureza e os delicados equilíbrios entre os seres deste mundo. Somos chamados a reconhecer que os outros seres vivos têm um valor próprio. Na tradição judaico-cristã, dizer «criação» é mais do que dizer natureza, porque tem a ver com um projecto do amor de Deus, onde cada criatura tem um valor e um significado. O amor de Deus é a razão fundamental de toda a criação … Cada criatura é objecto da ternura do Pai que lhe atribui um lugar no mundo. Até a vida efémera do ser mais insignificante é objecto do seu amor e, naqueles poucos segundos de existência, Ele envolve-o com o seu carinho. (Laudato Si)
2ª CONVERSÃO ECOLÓGICA – A crise ecológica é um apelo a uma profunda conversão interior. … Viver a vocação de guardiões da obra de Deus não é algo de opcional nem um aspecto secundário da experiência cristã, mas parte essencial duma existência virtuosa. Recordemos o modelo de São Francisco de Assis, para propor uma sã relação com a criação como dimensão da conversão integral da pessoa. Isto exige também reconhecer os próprios erros, pecados, vícios ou negligências, e arrepender-se de coração, mudar a partir de dentro. … «Para realizar esta reconciliação, devemos examinar as nossas vidas e reconhecer de que modo ofendemos a criação de Deus com as nossas acções e com a nossa incapacidade de agir.»  A educação será ineficaz e os seus esforços estéreis, se não se preocupar também por difundir um novo modelo relativo ao ser humano, à vida, à sociedade e à relação com a natureza. (Laudato Si)
3ª EDUCAÇÃO, VALORES E LIBERDADE – A família é a primeira escola dos valores humanos onde se aprende o bom uso da liberdade. Há inclinações adquiridas na infância que impregnam o íntimo de uma pessoa e permanecem toda a vida como uma inclinação favorável a um valor ou como uma rejeição espontânea de certos comportamentos. (274) Na época actual, em que reina a ansiedade e a pressa tecnológica, uma tarefa importantíssima das famílias é educar para a capacidade de esperar. Quando se educa para aprender a adiar algumas coisas e esperar o momento oportuno, ensina-se o que significa ser senhor de si mesmo e autónomo face aos seus próprios impulsos. (275).
A família é o âmbito da socialização primária, porque é o primeiro lugar onde se aprende a relacionar-se com o outro, a escutar, partilhar, suportar, respeitar, ajudar e conviver. (276) . Na família, é ainda possível, também repensar os hábitos de consumo, cuidando juntos da casa comum. (Amoris laetitia)
4ª UM ESTILO DE VIDA – A espiritualidade cristã propõe uma forma alternativa de entender a qualidade de vida, encorajando um estilo de vida profético e contemplativo, capaz de gerar profunda alegria sem estar obcecado pelo consumo. … A acumulação constante de possibilidades para consumir distrai o coração e impede de dar o devido apreço a cada coisa e a cada momento. (222). A sobriedade, vivida livre e conscientemente, é libertadora. … É possível necessitar de pouco e viver muito, sobretudo quando se é capaz de dar espaço a outros prazeres, encontrando satisfação nos encontros fraternos, no serviço, na frutificação dos próprios carismas, na música e na arte, no contacto com a natureza, na oração. A felicidade exige saber limitar algumas necessidades que nos entorpecem, permanecendo assim disponíveis para as múltiplas possibilidades que a vida oferece. (223). (Laudato Si)

Ao chegarmos ao Salão do Lar de Idosos, as crianças depositaram junto da imagem da Sagrada
Família, as flores que foram colhendo pelo caminho, depois terminamos com a Oração da Criação, do Papa Francisco (Laudato Si)


No fim partilhamos o lanche, convivemos, trocamos impressões da caminhada e as crianças entre brincadeiras e pinturas faciais levaram um como com terra e sementes para cuidarem em casa… Foi uma tarde muito agradável, em família. 


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