Quem somos...

O Grupo Rotunda é um grupo de casais e famílias, da paróquia da Mexilhoeira Grande, Algarve.
O grupo foi criado, há cinco anos com cinco famílias e casais. Ao longo destes anos o grupo tem crescido, não só em numero, mas sobretudo em comunhão, fraternidade e sobretudo como Família de famílias...
No nosso grupo, partilhamos as nossas vivências, experiências e histórias, das nossas famílias.
São todas essas vivências e experiências que pretendemos partilhar convosco...

Advento - recomeçar, preparar e vigiar

"Portanto, vigiai, porque não sabeis em que dia virá o vosso Senhor"

Hoje celebramos o I Domingo do Advento. Nas missas escutamos as leituras, que neste primeiro dia de Advento, apelam para a vigilância e para estarmos preparados. A Igreja dá então quatro semanas para que nos prepararmos para o Natal, para o Nascimento de Jesus... a Luz do Mundo.
Dois pensamentos, do Advento, que queríamos partilhar convosco:
1) Os nossos filhos, há dias que andam inquietos com o Natal, não tanto pelos "milhentos" folhetos de brinquedos que entopem a caixa do correio, mas pelo facto de alguns vizinhos já terem a decoração de Natal em suas casas e janelas, há semanas... às suas inquietações respondemos, calmamente que tudo tem o seu tempo, e temos tempo para montar as árvores de Natal, coroa de Advento e presépio... 
Faz sentido celebrar o Natal, quando vivermos verdadeiramente o Advento, ou seja, dá mais gosto celebrar a festa quando esta é preparada com sentido e quando sabemos o que celebramos. 
A preparação da festa de Natal não passa pelo não esquecer dos pormenores e tradições da Ceia de Natal, ou do não esquecer das "meias" para aqueles primos mais afastados, ou do pijama para o pai, ou do perfume para a mãe, ou dos "ferrero rocher" para o guloso do irmão... a preparação é a do espírito, essa deve ser a primeira preocupação. Não é à toa que no I Domingo do Advento, escutamos nas leituras para estarmos vigilantes e preparados. 
O tempo de Advento é um teste à nosso resistência de nos abstrairmos do que é supérfluo, do consumismo natalício e procurarmo-nos com o nosso interior, procurar os sinais que Deus nos dá e coloca no nosso dia-a-dia, estar atentos ao que nos rodeia e quem por nós cruza diariamente, procurarmos estar mais perto e atentos do nosso próximos e por fim fazer mais comunhão com os irmãos, sobretudo com aqueles que "julgamos" estarmos sempre em comunhão, estamos mesmo?

2) Este primeiro dia de Advento, marca também o inicio de um novo ano para a vida da Igreja. Com o Advento começamos também um novo ano Litúrgico. Socialmente os festejos do novo ano civil, trás sempre muita expectativa, planos, desafios, etc.
Então porque é que o novo ano Litúrgico, não pode trazer também novas metas para os cristãos? A sugestão que deixamos é aproveitar este tempo de Advento, para projectar também, este novo ano Litúrgico, rever o ano anterior e procurar ser diferente neste novo ano!

Então e como resumo deste nosso desabafo: 
ADVENTO - recomeçar um novo ano com novos desafios pessoais e comunitários - O que posso eu mudar neste novo ano, a nível individual e na comunidade?
ADVENTO - preparar a chegada de Cristo, Luz do Mundo! Interiormente, estou preparado para tão grande alegria? Estou em paz comigo e com o meu próximo? Talvez seja altura de fazer um exame de consciência, mais profundo e ver, onde tenho errado...  
Sacramento da Reconciliação: 5/12 às 21h - Igreja da Mexilhoeira Grande ; 07/12 às 21h - Igreja da Figueira
ADVENTO - vigiar , estar atento aos sinais de Deus, olhar mais com o coração, Deus fala-nos através de episódios do nosso quotidiano, de pessoas que se cruzam connosco em diferentes ocasiões durante o dia... nem sempre estamos atentos e sensíveis para tais "toques de Deus". Vamos procurar estar mais atentos, desligar de superficialidades e "abraçarmos" pequenos gestos e momentos que Deus nos proporciona...

A todos desejamos um Santo tempo de Advento e um novo ano Litúrgico cheio de entusiasmo!

"Faz-te ao largo..."



"Disse Jesus, a Simão: «Faz-te ao largo;
e vós, lançai as redes para a pesca.»
Simão respondeu: «Mestre, trabalhámos durante
toda a noite e nada apanhámos;
mas, porque Tu o dizes, lançarei as redes.»"
- Lc. 5, 4-5 - 

Estamos no mês de Setembro, o mês da nostalgia, pelo descanso das férias e de tudo de bom que tem as férias, mas também o mês da esperança de um recomeço no trabalho, na escola e dos novos desafios que o dia-a-dia do quotidiano nos propõe.
Setembro é por assim dizer o mês do "tentar mais uma vez", recordando o que já fizemos, procuramos novos trilhos para o que ainda há por trabalhar. Novas ideias, esquemas, planos e engenhos, mantendo e procurando manter sempre os objectivos.

Assim é o mês de setembro, aqui no algarve, muito peculiar, depois dos electrizantes meses de Julho e Agosto, em que parece que tudo passa a correr e que um dia é pouco para tanto para fazer e viver. O setembro surge como uma flor, que desabrocha calmamente, numa manhã de nevoeiro e orvalho. Parece que tudo parou... e, uma calma penetrante inunda cada um que se deixa levar por estas vagas lentas e envolventes de uma manhã vazia e revigorante à beira mar, ou de um fim de tarde quente mas calmo e que com esta envolvência embala o sol, vagarosamente, por entre as colinas no horizonte... 

Também na vida da Igreja, setembro é como que uma "rentrée", onde nada é novo, porque já o foi à 2000 anos, mas tudo precisa de novidade, para continuar a vivificar Cristo, como o fizeram os nossos antepassados. Hoje temos nós essa responsabilidade, para podermos passar às gerações vindouras este Cristo Misericordioso, que nos vivifica e rejuvenesce.

Talvez tenha sido num cenário semelhante a uma destas manhãs de setembro, que Jesus tenha pedido a Simão para se fazer ao largo e lançar novamente as suas redes. Ainda que a noite tenha sido frustrante, desgastante e nada produtiva, Simão teve fé nas palavras de Jesus e tentou uma vez mais da mesma forma que o tinha feito durante a noite...

No recomeço de mais um Ano Pastoral, também cada um de nós, enquanto cristão, enquanto famílias, devemos sobretudo, persistir nos nossos ideais, voltar a pegar nas nossas redes, voltar a lançá-las com força e puxá-las ainda com mais esperanças, não olhando se é "peixe" graúdo ou miúdo, mas agradecendo tudo aquilo que o Senhor nos dá.

"Faz-te ao largo" disse Jesus a Simão e diz-nos hoje também a nós, cristãos e neste caso concreto, famílias cristãs. E falando de modo muito particular das famílias, este "Fazer-mo-nos ao largo" e "lançar as redes" são desafios aliciantes mas também comprometedores e pesados que cada família deve agarrar. Na nossa sociedade, a instituição família atravessa uma crise sem precedentes, desde violências, a separações, de relações desprovidas de valores e sentimentos, onde o sacramento nada vale. 

Estamos prestes a iniciar mais um Ano Pastoral, uma vez mais as famílias estão na linha da frente no que respeita à vida pastoral, não só a nível paroquial, mas também da Igreja Universal, basta estarmos atentos e ver, não só a importância que o Santo Padre dá à família, mas também a preocupação com que ele fala deste tema, conforme está explícito na Exortação Apóstolica "Amoris Laetitia".

Conscientes dos problemas e desafios que o Papa Francisco lança no seu documento pós-sinodal, cabe a cada casal, a cada família reflectir e procurar soluções e propostas de modo a manter a Pastoral Familiar activa e dinâmica, de forma que possa cativar e motivar outros casais e famílias a encontrar ou reencontrar em Cristo o centro das suas vidas.

«Senhor, mas porque Tu o dizes, lançarei novamente as minhas redes» assim Simão, foi uma vez mais ao mar motivado por um desejo de Jesus. Também nós individualmente e em família somos impelidos a retomar, neste novo Ano Pastoral, o nosso trabalho e empenho no anúncio do Evangelho.

Que no início de mais um Ano Pastoral, o Senhor Jesus derrame sobre cada um a sua misericórdia, e nos transforme, verdadeiramente, em instrumentos do Seu reino, disponíveis para o anúncio do Evangelho.

Família Martins

Avós, uma Graça de Deus!




(dedicado aos nossos pais e avós)


“Escutai, meus filhos, a instru­ção paterna, estai atentos para adquirirdes a inteligência.
Porque é boa a doutrina que vos ensino, não abandoneis os meus ensina­mentos.
Também eu fui um filho querido de meu pai, amado e estremecido por minha mãe.
Ele deu-me este conselho: «Que o teu coração conserve as mi­nhas palavras; guarda os meus preceitos e vi­ve­rás».”
– Provérbios 4 , 1-4 –


A Igreja celebrou ontem, 26 de Julho, os Santos Ana e Joaquim, pais da Virgem Maria, avós de Jesus e padroeiros dos avós.

Celebrar o dia dos avós, não é somente recordar que são avós, mas lembrar e agradecer tudo aquilo que foram e são, não só para os netos, mas também para os pais dos netos, um suporte familiar de valor inestimável.

Neste dia queríamos recordar, em primeiro os nossos avós que nos acompanharam e ajudaram os nossos pais na nossa educação. Os conselhos que nos deram e que por vezes ignorávamos; as ralhas que nos deram e que na altura não compreendíamos; as vezes em que nos defendiam perante os nossos pais…; a paciência com que nos escutavam e assistiam às nossas asneiras; o orgulho com que viviam os nossos sucessos e a coragem que nos transmitiam quando perdíamos…; o entusiasmo com que nos ensinavam e procuravam transmitir os seus conhecimentos e valores que já os tinham recebido dos seus pais e avós… tudo isto faz-nos concluir que o que nós aprendemos, devemos, em boa parte, aos nossos avós, também a nossa convivência com eles foi balsamo e rejuvenescimento na sua velhice.

Neste dia agradecemos aos nossos pais, avós dos nossos filhos, pelo verdadeiro suporte que continuam a ser para nós enquanto filhos, e por tudo o que têm dado aos nossos filhos e seus netos. A sua disponibilidade, presença, carinho, paciência, conselhos, valores e sobretudo exemplos de vida. Tudo aquilo que hoje talvez os pequenos não conseguem compreender totalmente, mas que mais tarde quando forem adultos irão recordar os seus avós com o carinho, respeito, orgulho e sobretudo felicidade por terem crescido na presença dos avós…

Por tudo isto, damos graças ao Senhor pelo dom de termos crescido junto dos nossos avós e recordá-los como baluartes da nossa vida, e pela graça que os nossos filhos também têm de poderem ter a sorte de viver e crescer junto dos seus avós.
 
Humberto e Márcia Martins
Pedro, David e Sofia Martins

II Caminhada em Família - Crónica

Ontem, 15 de Maio, Dia Internacional da Família e no início da Semana da Vida, convidamos toda a paróquia a passar a tarde em família, em comunidade.
O dia Internacional da Família, foi determinado pela ONU em 1994, de forma a sensibilizar a sociedade para a importância da família na estrutura do núcleo familiar e o seu relevo na base da educação infantil; Reforçar a mensagem de união, amor, respeito e compreensão necessárias para o bom relacionamento de todos os elementos que compõem a família; chamar a atenção da população para a importância da família como núcleo vital da sociedade e para os seus direitos e responsabilidades.
Em 1995, o Santo João Paulo II, apresentou ao mundo a Encíclica “Evangelium Vitae”, texto que fala sobre o valor e a inviolabilidade da vida humana. A Semana da Vida surge também com o intuito de sensibilizar o mundo para a questão da vida.
Este ano a Conferência Episcopal Laicado e Família, propôs como tema para a semana da vida: “Cuidar da Vida – a Terra é a nossa casa”. Este tema tem como pano de fundo a Encíclica do Papa Francisco, “Laudato Si”, que nos alerta para a necessidade de cuidarmos na nossa casa comum. Já no passado mês de Dezembro, no encontro do Grupo Rotunda, que decorreu na Pereira, reflectimos sobre este documento. Nesse encontro tivemos ainda a oportunidade de contactar com a beleza natural daquele sítio da nossa freguesia.
Ontem, quisemos proporcionar a todos os que aceitaram o convite, uma tarde para desfrutar dos
caminhos e trilhos circundantes à Vila da Mexilhoeira Grande. Quisemos sensibilizar a comunidade para as maravilhas da nossa freguesia e motivar cada um a ir à descoberta dos caminhos da nossa freguesia, que somente com cerca de 4.000 habitantes é a maior do concelho de Portimão, ou seja, a grandeza desta freguesia é também na sua biodiversidade que tem a particularidade de cruzar o mar com a serra…
Assim pelas 16.00h, juntamente com as cerca de 50 pessoas (crianças, pais, avós) que aceitaram o convite, iniciamos a nossa caminhada, saindo do adro da igreja Matriz. Durante os 3,5 Km percorridos, fizemos algumas paragens, para reflectirmos sobre a família, e da relação com a natureza. Aqui ficam os textos que serviram para as reflexões:

1ª RESPEITAR A CRIAÇÃO - Não somos Deus. A terra existe antes de nós e foi-nos dada. Esta responsabilidade perante uma terra que é de Deus implica que o ser humano, dotado de inteligência, respeite as leis da natureza e os delicados equilíbrios entre os seres deste mundo. Somos chamados a reconhecer que os outros seres vivos têm um valor próprio. Na tradição judaico-cristã, dizer «criação» é mais do que dizer natureza, porque tem a ver com um projecto do amor de Deus, onde cada criatura tem um valor e um significado. O amor de Deus é a razão fundamental de toda a criação … Cada criatura é objecto da ternura do Pai que lhe atribui um lugar no mundo. Até a vida efémera do ser mais insignificante é objecto do seu amor e, naqueles poucos segundos de existência, Ele envolve-o com o seu carinho. (Laudato Si)
2ª CONVERSÃO ECOLÓGICA – A crise ecológica é um apelo a uma profunda conversão interior. … Viver a vocação de guardiões da obra de Deus não é algo de opcional nem um aspecto secundário da experiência cristã, mas parte essencial duma existência virtuosa. Recordemos o modelo de São Francisco de Assis, para propor uma sã relação com a criação como dimensão da conversão integral da pessoa. Isto exige também reconhecer os próprios erros, pecados, vícios ou negligências, e arrepender-se de coração, mudar a partir de dentro. … «Para realizar esta reconciliação, devemos examinar as nossas vidas e reconhecer de que modo ofendemos a criação de Deus com as nossas acções e com a nossa incapacidade de agir.»  A educação será ineficaz e os seus esforços estéreis, se não se preocupar também por difundir um novo modelo relativo ao ser humano, à vida, à sociedade e à relação com a natureza. (Laudato Si)
3ª EDUCAÇÃO, VALORES E LIBERDADE – A família é a primeira escola dos valores humanos onde se aprende o bom uso da liberdade. Há inclinações adquiridas na infância que impregnam o íntimo de uma pessoa e permanecem toda a vida como uma inclinação favorável a um valor ou como uma rejeição espontânea de certos comportamentos. (274) Na época actual, em que reina a ansiedade e a pressa tecnológica, uma tarefa importantíssima das famílias é educar para a capacidade de esperar. Quando se educa para aprender a adiar algumas coisas e esperar o momento oportuno, ensina-se o que significa ser senhor de si mesmo e autónomo face aos seus próprios impulsos. (275).
A família é o âmbito da socialização primária, porque é o primeiro lugar onde se aprende a relacionar-se com o outro, a escutar, partilhar, suportar, respeitar, ajudar e conviver. (276) . Na família, é ainda possível, também repensar os hábitos de consumo, cuidando juntos da casa comum. (Amoris laetitia)
4ª UM ESTILO DE VIDA – A espiritualidade cristã propõe uma forma alternativa de entender a qualidade de vida, encorajando um estilo de vida profético e contemplativo, capaz de gerar profunda alegria sem estar obcecado pelo consumo. … A acumulação constante de possibilidades para consumir distrai o coração e impede de dar o devido apreço a cada coisa e a cada momento. (222). A sobriedade, vivida livre e conscientemente, é libertadora. … É possível necessitar de pouco e viver muito, sobretudo quando se é capaz de dar espaço a outros prazeres, encontrando satisfação nos encontros fraternos, no serviço, na frutificação dos próprios carismas, na música e na arte, no contacto com a natureza, na oração. A felicidade exige saber limitar algumas necessidades que nos entorpecem, permanecendo assim disponíveis para as múltiplas possibilidades que a vida oferece. (223). (Laudato Si)

Ao chegarmos ao Salão do Lar de Idosos, as crianças depositaram junto da imagem da Sagrada
Família, as flores que foram colhendo pelo caminho, depois terminamos com a Oração da Criação, do Papa Francisco (Laudato Si)


No fim partilhamos o lanche, convivemos, trocamos impressões da caminhada e as crianças entre brincadeiras e pinturas faciais levaram um como com terra e sementes para cuidarem em casa… Foi uma tarde muito agradável, em família. 


Nossa Senhora de Fátima - Rogai por nós!

Caros amigos,

Esta manhã li estas palavras do Papa Paulo VI sobre o Virgem Maria, e não pude deixar de partilha-las convosco.

"Desejamos mais uma vez chamar a atenção de todos os filhos da Igreja para o inseparável vínculo que existe entre a maternidade espiritual de Maria e os deveres que têm para com Ela os homens resgatados.
Julgamos ser de grande utilidade para as almas dos fiéis considerar duas verdades muito importantes para a renovação da vida cristã.
A primeira verdade é esta: Maria é Mãe da Igreja, não só por ser Mãe de Jesus Cristo e sua íntima colaboradora na nova economia da graça, quando o Filho de Deus n’Ela assumiu a natureza humana para libertar o homem do pecado mediante os mistérios da sua carne, mas também porque brilha à comunidade dos eleitos como admirável modelo de virtude.
Depois de ter participado no sacrifício redentor de seu Filho, e de maneira tão íntima que mereceu ser por Ele proclamada Mãe não somente do discípulo João, mas – seja consentido afirmá-lo – do género humano, por este de algum modo representado, Ela continua agora no Céu a desempenhar a sua função materna de cooperadora no nascimento e desenvolvimento da vida divina em cada alma dos homens remidos.
Mas de que modo coopera Maria no crescimento da vida da graça nos membros do Corpo Místico? Antes de tudo, pela sua oração incessante, inspirada por uma ardentíssima caridade. A Virgem Santa, de facto, gozando embora da contemplação da Santíssima Trindade, não esquece os seus filhos que caminham, como Ela outrora, na peregrinação da fé; pelo contrário, contemplando-os em Deus e conhecendo bem as suas necessidades, em comunhão com Jesus Cristo que está sempre vivo para interceder por nós, deles se constitui Advogada, Auxiliadora, Amparo e Medianeira.
No entanto, a cooperação da Mãe da Igreja no desenvolvimento da vida divina nas almas não consiste apenas na sua intercessão junto do Filho. Ela exerce sobre os homens remidos outra influência importantíssima, a do exemplo, segundo a conhecida máxima: as palavras movem, o exemplo arrasta. Realmente, tal como os ensinamentos dos pais adquirem maior eficácia quando são acompanhados pelo exemplo duma vida conforme às normas da prudência humana e cristã, assim também a suavidade e o encanto das excelsas virtudes da Imaculada Mãe de Deus atraem irresistivelmente as almas para a imitação do divino modelo, Jesus Cristo, de que Ela foi a mais perfeita imagem.
Mas nem a graça do divino Redentor nem a poderosa intercessão de sua e nossa Mãe espiritual poderiam conduzir-nos ao porto da salvação, se a tudo isso não correspondesse a nossa perseverante vontade de honrar Jesus Cristo e a Virgem Mãe de Deus com a fiel imitação das suas sublimes virtudes.
É, pois, dever de todos os cristãos imitar religiosamente os exemplos de bondade que lhes deixou a Mãe do Céu. É esta a segunda verdade sobre a qual nos agrada chamar a vossa atenção. É em Maria que os cristãos podem admirar o exemplo que lhes mostra como realizar, com humildade e magnanimidade, a missão que Deus confiou a cada um neste mundo, em ordem à sua eterna salvação e à do próximo.
Uma mensagem de suma utilidade parece chegar hoje aos fiéis da parte d’Aquela que é a Imaculada, a toda santa, a cooperadora do Filho na restauração da vida sobrenatural das almas. A santa contemplação de Maria incita-os, de facto, à oração confiante, à prática da penitência, ao santo temor de Deus, e recorda-lhes com frequência aquelas palavras com que Jesus Cristo anunciava estar perto o reino dos Céus: Arrependei-vos e acreditai no Evangelho, bem como a sua severa advertência: Se não vos arrependerdes, perecereis todos de maneira semelhante."  - da Exortação Apostólica Signum Magnum (13/05/1967)

Que a Nossa Senhora de Fátima nos ampare e guarde. Ámen


II Caminhada em Família

O Grupo Rotunda está a organizar a II caminhada em família.
Depois da experiência do ano passado, queremos uma vez mais marcar o ínicio da Semana da Vida, com uma acção para toda a freguesia. A Semana da Vida, que decorre entre 15 a 22 de Maio, este ano tem como lema "Cuidar da Vida, a terra é a nossa casa", segundo a Conferência Episcopal do Laicado e Família, a Semana da Vida, este ano baseou-se na Encíclica Laudato Si' para preparação e reflexão desta semana.

A nossa paróquia pretende então marcar o dia internacional da família com esta iniciativa, procurando levar as pessoas a passerem pelas ruas e estradas da nossa freguesia, que se emaranham com a natureza e que na correria do dia a dia não damos conta das belezas da nossa terra! 


Oração da Criação

Nós Vos louvamos, Pai, com todas as vossas criaturas, que saíram da vossa mão
poderosa. São vossas e estão repletas da vossa presença e da vossa ternura.
Louvado sejais!
Filho de Deus, Jesus, por Vós foram criadas todas as coisas. Fostes formado no seio
materno de Maria, fizestes-Vos parte desta terra, e contemplastes este mundo com
olhos humanos. Hoje estais vivo em cada criatura com a vossa glória de ressuscitado.
Louvado sejais!
Espírito Santo, que, com a vossa luz, guiais este mundo para o amor do Pai e
acompanhais o gemido da criação, Vós viveis também nos nossos corações a fim de
nos impelir para o bem. Louvado sejais!
Senhor Deus, Uno e Trino, comunidade estupenda de amor infinito, ensinai-nos a
contemplar-Vos na beleza do universo, onde tudo nos fala de Vós. Despertai o nosso
louvor e a nossa gratidão por cada ser que criastes. Dai-nos a graça de nos sentirmos
intimamente unidos a tudo o que existe.
Deus de amor, mostrai-nos o nosso lugar neste mundo como instrumentos do vosso
carinho por todos os seres desta terra, porque nem um deles sequer é esquecido
por Vós.
Iluminai os donos do poder e do dinheiro para que não caiam no pecado da
indiferença, amem o bem comum, promovam os fracos, e cuidem deste mundo que
habitamos.
Os pobres e a terra estão bradando: Senhor, tomai-nos sob o vosso poder e a vossa
luz, para proteger cada vida, para preparar um futuro melhor, para que venha o
vosso Reino de justiça, paz, amor e beleza. Louvado sejais!
Ámen.

Vocações...

Celebramos ontem, domingo dia 17 de Abril, o Domingo do Bom Pastor e também o dia Mundial de oração pelas Vocações. Antes de mais permitam-nos que explique-mos que “Vocação” deriva do verbo latim “vocare” que significa “chamar”.

Escreve o Papa Francisco, na sua mensagem para o 53º dia mundial de oração pelas vocações que “A chamada de Deus acontece através da mediação comunitária”. Escreve a teóloga Maria Clara Bingemer que “Hoje, não menos que ontem, o cristão – seja ele clérigo, religioso ou leigo – é chamado a viver o que se chama "experiência de Deus", a descobrir o facto grande e ao mesmo tempo tão simples de que Deus é um Deus que se revela e, mais do que isso, que se deixa experimentar. E essa experiência não é unilateral (o homem experimenta Deus), mas tem duas vertentes e duas vias (Deus mesmo deixa-se experimentar pelo homem que o busca e o experimenta).”

Ou seja a vocação ou chamamento não é algo que acontece vindo do nada e de modo repentino, ainda que haja momentos e acontecimentos que marcam a vocação há todo um caminho, aproximação e conhecimento que clarificam as nossas decisões e tornam mais claras e conscientes (pelo menos devia ser) as vocações. No passado sábado D. Manuel Quintas, Bispo do Algarve, pegando no Evangelho do Bom Pastor, falava aos acólitos da nossa diocese, sobre a importância de compreendermos o sentido dos verbos que surgem no primeiro parágrafo do Evangelho: “«As minhas ovelhas escutam a minha voz. Eu conheço as minhas ovelhas e elas seguem-Me. E aos três verbos: Escutar, conhecer e seguir, acrescentou um outro – Servir.

O chamamento é feito a cada um de modo particular, mas diz o Papa Francisco que: ”O caminho vocacional é feito juntamente com os irmãos e as irmãs que o Senhor nos dá, e este dinamismo eclesial da vocação é um antídoto contra a indiferença e o individualismo.”  Por isso é que qualquer que seja as vocações o seu sentido é de servir, não a si próprio mas a Igreja.


Rezemos para que a Comunhão de Deus Pai criador do Universo, com o Seu Filho Jesus Cristo, que por nosso amor derramou o Seu sangue e força dinamizadora do Espírito Santo, nos conceda comunidades cristãs vivas, fervorosas e felizes, que sejam fontes de vida fraterna e suscitem nos jovens o desejo de se consagrarem a Cristo e ao Anuncio da Palavra. Ámen.

Exortação Apostólica - a Alegria do Amor - sobre a família

A Exortação Apostólica “Amoris Laetitia” – A alegria do Amor – apresentada hoje no Vaticano, é o resultado de dois Sínodos dos Bispos (2014 e 2015), que reflectiu um inquérito feito em todas as dioceses católicas de todo o mundo, sendo este a forma que o Papa Francisco, encontrou para ‘integrar’ toda a Igreja e de modo particular as famílias neste tema tão urgente e querido pelo Santo Padre.
A crise de relações com que a sociedade atravessa actualmente, atinge de modo incisivo o verdadeiro sentido do matrimónio e da família, levando até certo ponto à  banalização social quer do sacramento, quer da instituição - Família.

A Igreja, tem nos últimos tempos, manifestado a sua preocupação com a família, por isso este documento era há muito esperado. E é com muita alegria que o devemos acolher, e sobretudo reflectir! Este documento é um sinal de esperança, o inicio do documento enaltece "A alegria do amor que se vive nas famílias é também o júbilo da Igreja". Apesar dos numerosos sinais de crise no matrimónio – como foi observado pelos Padres sinodais – «o desejo de família permanece vivo, especialmente entre os jovens, e isto incentiva a Igreja». Como resposta a este anseio, «o anúncio cristão sobre a família é verdadeiramente uma boa notícia». 

Continua nos primeiros pontos da Exortação, alertando que "No horizonte do amor, essencial na experiência cristã do matrimónio e da família, destaca-se ainda outra virtude, um pouco ignorada nestes tempos de relações frenéticas e superficiais: a ternura."

Terminamos com o ponto 29, que é como que uma oração, ou uma síntese da verdadeira família cristã - Igreja Doméstica: "Com este olhar feito de fé e amor, de graça e compromisso, de família humana e Trindade divina, contemplamos a família que a Palavra de Deus confia nas mãos do marido, da esposa e dos filhos, para que formem uma comunhão de pessoas que seja imagem da união entre o Pai, o Filho e o Espírito Santo. Por sua vez, a actividade geradora e educativa é um reflexo da obra criadora do Pai. A família é chamada a compartilhar a oração diária, a leitura da Palavra de Deus e a comunhão eucarística, para fazer crescer o amor e tornar-se cada vez mais um templo onde habita o Espírito.


Certamente este documento irá servir para reflectirmos quer em família quer no Grupo Rotunda, por isso, enquanto não nos chega a versão impressa, aqui fica o link para o documento em formato digital:  http://goo.gl/2Hl4ut

Encontro Grupo Rotunda - Terceira Idade, A Viuvez, Deficiência, Migrações e o papel das Mulheres

No dia 12 de Março o Grupo Rotunda voltou a reunir-se, desta vez com o tema Família e Inclusão que consta no capítulo III do documento Instrumentum Laboris – XIV Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos [Roma, 4-25 de Outubro de 2015]). Com temas como a Terceira Idade, A Viuvez, Deficiência, Migrações e O papel das mulheres. Foi escolhido para aprofundar o da Terceira Idade e daí a escolha do Lar de Idosos da Aldeia de São José de Alcalar para realizar o encontro.


Foram sugeridas as leituras prévias de: Salmos 71,18 e 90,10-12; Provérbios 17,6 e Carta a Tito 2, 2-5.

Teve início com uma leitura bíblica da I Carta a Timóteo cap. 5, 1-4.
Tal como o Papa Francisco escreveu, “O número dos idosos multiplicou-se, mas as nossas sociedades não se organizaram suficientemente para lhes deixar espaço, com o justo respeito e a concreta consideração pela sua fragilidade e a sua dignidade. Enquanto somos jovens, somos levados a ignorar a velhice, como se fosse uma enfermidade, da qual nos devemos manter à distância; depois, quando envelhecemos, especialmente se somos pobres, doentes e sós, experimentamos as lacunas de uma sociedade programada sobre a eficácia que, consequentemente, ignora os idosos. Mas os idosos são uma riqueza, não podem ser ignorados”.
Seguiu-se a partilha de experiências e opiniões sobre o assunto. Na reflexão percebe-se que cada vez mais temos um envelhecimento activo e que os idosos na realidade só são vistos como tal quando começam a tornar-se dependentes.
Foi sugerido como compromisso pós encontro, visitar aquela pessoa que estou sempre a adiar, ou identificar alguém que precise da nossa visita. (Seja um idoso, um doente, um vizinho).

Visualizou-se um anúncio que na época natalícia inundou as redes sociais precisamente a alertar para a situação dos idosos solitários, aqui fica a hiperligação:

 E ainda tivemos o privilégio de assistir a uma peça de teatro que vinha no seguimento do encontro anterior e que também se enquadrava no tema Família e Inclusão. A catequese sobre o casal Áquila e Priscila (Muito obrigada Família Francisco).



Seguiu-se depois um lanche partilhado com os utentes da Aldeia de São José de Alcalar.

Família e vida da Igreja

No passado dia 13 de fevereiro o Grupo Rotunda reuniu em nossa casa, tendo o encontro sido preparado em conjunto com o Filipe e a Cármen, com o tema Família e vida da Igreja que consta no capítulo II do documento Instrumentum Laboris – XIV Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos [Roma, 4-25 de outubro de 2015]). O tema era constituído pelos seguintes pontos: A família nos documentos da Igreja; A dimensão missionária da Igreja; A família, caminho da Igreja; A medida divina do amor; A família em oração; Família e fé; Catequese e família; A indissolubilidade do matrimónio e a alegria de viver juntos.

A sua leitura e reflexão, remeteu-nos para a vida de um casal muito especial, cujo testemunho reflete a vida de uma família como Igreja. Esse casal comprometido com Deus e a Igreja eram Áquila e Priscila: 

Eles formavam um lindo casal, cujos nomes aparecem pelo menos seis vezes na Bíblia, com Paulo e Lucas dividindo as citações. Vieram de Roma como refugiados de guerra e estabeleceram-se em Corinto. Ele era judeu, natural da cidade do Ponto, no litoral do mar Negro, Ásia Menor – At 18.2. Ela que era chamada de Prisca (2Tm 4.19), enquanto Lucas a chamava pelo diminutivo Priscila (At 18.2); era oriunda de uma tradicional família romana. A Sua profissão: era comum aos judeus, ricos ou pobres, os filhos ainda crianças aprenderem uma profissão, e Áquila aprendeu a fabricar tendas (eram residências móveis feitas de couro de cabra – At 18.3).

Algumas marcas que caracterizavam o casal

– Uma consciência forte de família - At 18.18.
– Uma consciência de ministério - At 18.19
– Uma  consciência missionária – At 19; 1Co 16.19; Rm 16.5
– O  casal também tinha uma forte consciência de discipulado – At 18.25

Com o casal Áquila e Priscila aprendemos que:

Só seremos felizes quando colocarmos bens e vidas ao serviço do Senhor. Como já referimos, Priscila veio de uma família mais abastada economicamente e Áquila era fabricante de tendas. O que nos encanta é que os dois combinaram colocar os bens adquiridos, a bela residência e, sobretudo, as vidas totalmente a serviço do Senhor. Tudo isso porque para eles o que importava mesmo era o progresso do reino de Deus.

Durante o encontro cada casal partilhou com o grupo, qual a característica do casal Áquila e Priscila que mais os impressionou e marcou, tendo sido esta partilha o mote para a reflexão e catequese dos casais.
As crianças também tiveram um momento de catequese a partir da vida do casal Áquila e Priscila, tendo a mesma incluído um momento de dramatização, que muito os animou e agradou.

Aprendamos com o casal Áquila e Priscila, por meio da bela visão de Reino que tinham, a abrir as nossas casas para serem transformadas em santuários! Portanto, local de adoração, pregação e santificação! 


(As informações sobre o casal Áquila e Priscila foram retiradas e adaptadas do blog: personagembiblico.blogspot.pt)